Líderes mundiais comemoram resgate de reféns na Colômbia

Por Anahí Rama CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - Líderes mundiais, entre eles os presidentes de Estados Unidos, França e de nações latino-americanas e até o papa Bento 16 uniram seus aplausos na quarta-feira pela libertação de 15 pessoas mantidas reféns há anos pela guerrilha colombiana.

Reuters |

Em uma operação militar audaciosa, que aconteceu sem nenhum disparo para encurralar membros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), foram resgatados sãos e salvos a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, três cidadãos norte-americanos e 11 militares e policiais.

'O presidente (norte-americano George W.) Bush felicitou o presidente (colombiano Alvaro) Uribe, dizendo que ele é um 'líder forte'', disse Gordon Johndroe, porta-voz da Casa Branca, em referência a uma conversa telefônica entre os presidentes.

Uribe é o principal aliado dos Estados Unidos na América Latina. O governo norte-americano tem apoiado militarmente e financiado a Colômbia em sua luta contra o narcotráfico e contra os grupos guerrilheiros.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou sua 'satisfação' pela libertação dos reféns das Farc, segundo um comunicado da Presidência.

'Ao enviar seu abraço fraternal aos reféns liberados hoje (quarta-feira) e a seus familiares', Lula 'expressou a esperança de que se tenha dado um passo importante para a libertação de todos os demais sequestrados, para a reconciliação de todos os colombianos e para a paz na Colômbia', acrescentou.

O papa Bento 16 que havia recebido Yolando Pulecio, mãe de Betancourt, se somou às celebrações.

O papa 'se alegra por esta notícia muito boa que desperta a satisfação e motiva a esperança', disse o diretor da sala de imprensa do Vaticano, Federico Lombardi.

Na França, o presidente Nicolás Sarkozy, que também havia feito gestos para a libertação de Betancourt, disse que a ex-candidata estava em um bom estado de saúde.

'Hoje a alegria é enorme, toda a França está feliz', disse o presidente junto dos filhos de Betancourt, Melanie e Lorenzo, levados para a França logo depois que a ex-candidata à Presidência passou a receber ameaças de morte.

Os governos de Bolívia, Argentina, Venezuela e Chile expressaram felicidade pela libertação de Betancourt e dos demais reféns.

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