Líderes mundiais comemoram resgate de reféns das Farc

As demonstrações de alegria pelo resgate da refém Ingrid Betancourt, depois de mais de seis anos nas mãos da guerrilha colombiana, assim como de três americanos e 11 colombianos, foram registradas em várias capitais do mundo, especialmente em Washington e Paris.

AFP |

Em um discurso no palácio do Eliseu, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, comemorou a notícia e elogiou a operação militar que libertou Betancourt.

"Foi uma operação militar coroada de êxito", declarou Sarkozy, acrescentando que gostaria de dizer "às Farc que têm de terminar esse combate absurdo e medieval".

"Naturalmente, a diplomacia francesa e a França estão dispostas a receber todos os que decidirem renunciar à luta armada e a tomar inocentes como reféns", disse.

"Gostaria de dizer à Ingrid que eu a abraço, que estamos orgulhosos de sua valentia, que estamos felizes por ela", reforçou o presidente, cercado dos dois filhos de Ingrid, Melanie e Lorenzo, e de sua irmã Astrid Betancourt.

"Também penso em todos os reféns que ainda não foram libertados", destacou.

O presidente George W. Bush ligou, por sua vez, para o presidente colombiano, Alvaro Uribe, para felicitá-lo e elogiá-lo como um "líder forte", informou o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, Gordon Johndroe, acrescentando que Uribe agradeceu a seu colega americano pelo apoio e confiança dados.

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice se declarou "encantada" com a operação militar que resgatou 15 reféns em poder das Farc.

"Felicitamos o presidente (Alvaro) Uribe e os militares colombianos pelo sucesso da operação que resultou no resgate a salvo dos 15 reféns, incluindo os americanos Marc Gonsalves, Thomas Howes e Keith Stansell e a cidadã franco-colombiana Ingrid Betancourt", disse Rice.

"Estamos encantados com o resgate a salvo desses americanos depois de mais de cinco anos de cativeiro. Estamos trabalhando agora para reuni-los rapidamente com suas famílias nos Estados Unidos", acrescentou a chefe da diplomacia americana.

O Vaticano qualificou a libertação de Betancourt e dos outros 14 reféns como "uma boa notícia" e um "sinal positivo" para a "reconciliação" na Colômbia, anunciou o porta-voz da Santa Sé, Federico Lombardi.

Na terça-feira, o Papa Bento XVI havia pedido o fim da violência e dos seqüestros na Colômbia, em mensagem dirigida aos bispos colombianos.

O Equador, que suspendeu relações com a Colômbia por causa de uma operação militar colombiana contra as Farc em seu território, também parabenizou a libertação, mas lamentou que tenha sido resultado de um resgate.

"A notícia me causa um enorme alívio, pois é algo que todo mundo estava esperando. Mas é uma lástima que não tenha se dado dentro de um processo de paz, e sim por um resgate militar", disse o ministro equatoriano da Defesa, Javier Ponce.

"Essa libertação é importantíssima para uma busca da paz e para um acordo entre as Farc e o governo colombiano", afirmou, por sua vez, o presidente boliviano, Evo Morales, em uma improvisada declaração na casa presidencial.

A presidente do Chile, Michelle Bachelet, manifestou sua profunda alegria e satisfação pela notícia. "Esse é um êxito da democracia, da paz e da liberdade. A libertação de Ingrid é um alívio para toda a comunidade internacional".

Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou, em nota divulgada pela presidência, sua satisfação e a esperança de que este seja um passo importante para a libertação de outros seqüestrados e para a paz.

Lula mandou um abraço fraternal aos reféns e manifestou sua "satisfação com essa notícia tão aguardada pela comunidade internacional".

A organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch (HRW) destacou a atuação das forças de segurança colombianas.

"À luz de informações de que não houve vítimas civis, devemos elogiar as forças de segurança colombianas por levar a cabo uma missão que respeitou o direito internacional humanitário", afirmou a HRW, em um comunicado.

"É maravilhoso que os seqüestrados possam, enfim, reunir-se com suas famílias", comemorou o diretor para a América Latina dessa organização, José Miguel Vivanco, normalmente crítica em relação ao governo de Alvaro Uribe.

Por fim, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, recebeu com alegria o resgate da política franco-colombiana. Um comunicado emitido por sua porta-voz, Michèle Montas, informa que o secretário-geral "recebia, calorosamente, a notícia do resgate", fazendo um apelo aos rebeldes das Farc pela libertação "de forma imediata e incondicional dos outros reféns".

"O seqüestro é um crime horrível e uma violação atroz das leis humanitárias internacionais", diz a nota divulgada por Ki-moon, que está atualmente em visita oficial à China.

afp/cn/tt

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