Líderes mundiais aprovam plano de US$ 3 bi para combater malária

Líderes mundiais e filantropos prometeram destinar quase US$ 3 bilhões para o combate à malária até 2015, em uma reunião sobre as Metas do Milênio realizada paralelamente à Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. Os doadores esperam que os recursos deste novo Plano de Ação Global contra a Malária (Gmap, em inglês) reduza significativamente as fatalidades causadas pela doença até 2015, que mata mais de um milhão de pessoas por ano, de acordo com a Organização Mundial da Saúde.

BBC Brasil |

Os recursos incluem US$ 1,1 bilhão do Banco Mundial e US$ 1,6 bilhão do Fundo Global para o Combate à Aids, Tuberculose e Malária. O restante virá do governo britânico e de organizações beneficentes como a Fundação Bill e Melinda Gates.

O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, disse em uma nota que os recursos extraordinários ajudarão "a reduzir drasticamente o número de mortes e males relacionados à malária" já nos próximos três anos.

De acordo com projeções do Gmap, mais de 4,2 milhões de vidas podem ser salvas entre 2008 e 2015 se o plano for implementado, e podem ser lançadas as bases para um esforço erradicar a doença no longo prazo.

Juntamente com as ofertas de dinheiro vieram garantias de líderes africanos de que os esforços para combater a doença estão surtindo efeito.

O presidente de Ruanda, Paul Kagame, disse que o número de mortes por malária no país tiveram uma redução de 60%.

A Fundação Bill e Melinda Gates, criada pelo magnata americano dos computadores, deverá fornecer US$ 168,7 milhões para financiar pesquisas para uma nova geração de vacinas contra a malária.

A correspondente da BBC em Nova York, Heather Alexander, disse que os líderes estão se concentrando na erradicação da malária para conter críticas de que as metas do milênio de redução da pobreza não serão alcançadas.

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