Líderes mundiais apresentam plano de ação para erradicar malária

Nações Unidas, 25 set (EFE) - Líderes mundiais anunciaram hoje um ambicioso plano de ação global contra a malária que destinaria US$ 3 bilhões para erradicar a doença em 2015, um dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) estipulados pela ONU.

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O plano foi apresentado em um ato que ocorreu paralelamente à Assembléia Geral da ONU, do qual participaram o secretário-geral da instituição, Ban Ki-moon, e o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown.

Também compareceram o presidente de Ruanda, Paul Kagame, a diretora geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, o empresário Bill Gates e o vocalista da banda U2 e co-fundador da campanha contra a malária, Bono Vox.

Os participantes destacaram os progressos obtidos contra a malária e que é possível alcançar outros importantes objetivos nos próximos anos contra a doença que afeta especialmente os países mais pobres.

Os fundos servirão para a rápida implantação do plano de ação global contra a malária, uma nova estratégia que conta com o respaldo da comunidade internacional.

Desenvolvido por mais de 250 especialistas, este plano pretende salvar mais de 4,2 milhões de vidas até 2015 e acabar com os casos de morte pela malária.

Gordon Brown ressaltou que se deve realizar uma nova coalizão formada por Governos, setor privado e ONGs para assegurar o fim da doença.

Gates, um dos principais colaboradores, destacou que os programas de controle da malária estão conseguindo objetivos importantes e que os avanços científicos farão em breve novas vacinas e remédios, com o que se poderá salvar milhões de vidas.

O presidente de Ruanda, Paul Kagame, disse que as nações africanas são as mais atacadas pela malária e, por isso, estão se unindo para enfrentar a epidemia por meio deste plano apoiado também pelas Nações Unidas.

A União Africana (UA), disse ele, fez da luta contra a malária uma prioridade, pois, além dos milhões de afetados, há um custo para o continente estimado em US$ 12 bilhões por ano em perdas diretas.

EFE va/rb/db

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