Líderes muçulmanos e católicos se unem contra fanatismo religioso de jovens

Cidade do Vaticano, 17 dez (EFE).- Representantes católicos e muçulmanos defenderam hoje no Vaticano que os líderes religiosos devem evitar que os jovens sejam vítimas do fanatismo religioso e do radicalismo e que devem fomentar valores éticos como justiça, solidariedade, paz e harmonia.

EFE |

Isto foi destacado em comunicado divulgado hoje pelo Vaticano, pelo Conselho Pontifício para o Diálogo inter-religioso e pela World Islamic Call Society, com sede em Trípolo (Líbia), após a reunião que mantiveram em Roma entre 15 e 17 de dezembro.

A reunião foi presidida pelo cardeal Jean-Louis Tauran, presidente deste dicastério vaticano, e Ibrahin Rabu, da entidade islâmica, e os participantes foram recebidos hoje pelo papa Bento XVI, que lhes "encorajou" a prosseguirem com o diálogo inter-religioso, informou o Vaticano.

O colóquio teve como lema "Responsabilidades dos líderes religiosos em momentos de crise" e os participantes afirmaram que os dirigentes religiosos devem dar exemplo para suas comunidades e devem promover os valores éticos fundamentais como justiça, solidariedade, paz, harmonia social e bem comum.

Assim mesmo devem ajudar especialmente aos necessitados, os fracos, os imigrantes e os oprimidos.

Os líderes religiosos, segundo o acordo ao qual chegaram, também têm uma responsabilidade com os jovens, aos quais têm que prestar atenção para que não sejam vítimas de "fanatismo religioso e se radicalizem".

Os católicos e muçulmanos reunidos no Vaticano defenderam uma "boa educação" dos jovens para que sejam construtores de paz.

Na mesma linha de outras reuniões, os líderes religiosos católicos e muçulmanos reiteraram que devem se comprometer para evitarem que a religião seja usada para justificar a violência.

A próxima reunião entre os católicos e muçulmanos da Líbia será realizada dentro de dois anos em Trípoli. EFE jl/fal

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