Por Dan Williams JERUSALÉM (Reuters) - Os líderes israelenses vão discutir na quarta-feira se vão ordenar às Forças Armadas que ataquem os centros urbanos da Faixa de Gaza --ápice programado para a ofensiva, que já dura quase duas semanas, informaram fontes políticas.

Depois de uma semana de ataques aéreos, tropas e tanques israelenses invadiram o território controlado pelo Hamas no sábado, lutando contra as guerrilhas palestinas, mas não conseguindo avançar além dos arredores da Cidade de Gaza ou outras áreas densamente povoadas.

Israel chamou a invasão por terra de "segunda fase" da operação, sem dizer o que viria depois. O mistério fez aumentar o frenesi de mediadores internacionais querendo garantir um cessar-fogo, segundo o qual o Hamas pararia de lançar foguetes na fronteira com Israel.

O gabinete de segurança do primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, deve se reunir na quarta-feira para discutir a terceira e última fase da ofensiva, segundo duas importantes fontes políticas. No entanto, os ministros podem adiar a votação que aprovaria o plano.

"O plano é entrar nos centros urbanos", disse uma das fontes, que não quis ter seu nome revelado.

Adiar a decisão final permitiria a Israel manter o seu Exército pronto, em suas posições, caso aconteça alguma ruptura nas possíveis negociações de paz lideradas pelo Egito.

Mark Regev, porta-voz de Olmert, não quis comentar sobre a reunião de quarta-feira, dizendo: "Geralmente, não falamos sobre a ordem do dia do gabinete de segurança".

Analistas militares acreditam que os becos e ruas estreitas de Gaza serão um desafio para as forças israelenses. Lá, o apoio aéreo seria irrelevante e os atiradores palestinos conseguiriam fazer emboscadas-relâmpago.

A conquista de Gaza seria a recuperação de um território tomado por Israel na guerra com o Egito em 1967 e desocupado em 2005. Os líderes israelenses disseram que não querem reocupar Gaza ou derrubar o Hamas, pelo menos por enquanto.

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