Líderes iraquianos e autoridades americanas estudam acordo de retirada do Iraque

Dirigentes do Iraque e dos EUA estudam o acordo sobre o pacto de segurança que definirá a presença de tropas americanas no Iraque a partir de 2009. O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, começou a informar membros-chave do Congresso americano sobre um esboço de acordo com o Iraque que pode levar a uma retirada das tropas americanas dentro de três anos.

Redação com agências internacionais |

Acordo Ortográfico

Embora os detalhes não tenham sido divulgados, as autoridades americanas dizem que o documento prevê que os soldados deixem cidades e vilarejos iraquianos em meados de 2009, e o país inteiro até o final de 2011.

Gates disse que o mais recente esboço de acordo dá proteção adequada às forças americanas, indicando que ambos os lados tiveram que ceder nesse processo.

No Iraque, dirigentes reuniram-se na noite passada para discutir a minuta do acordo, segundo informa um anúncio presidencial divulgado nesta sexta-feira.  O presidente iraquiano, Jalal Talabani; os vice-presidentes, Adel Abdel Mahdi e Tareq Hashemi; o primeiro-ministro, Nouri al-Maliki, e o presidente da região autônoma do Curdistão, Massoud Barzani, reuniram-se no palácio Salam, em Bagdá.

"Durante a reunião, discutiram detalhadamente vários artigos do acordo, que (posteriormente) será enviado ao Conselho Político para a Segurança Nacional e aos grupos parlamentares", assegura a nota, que não informa detalhes sobre os pontos que foram revisados. 

Imunidade

Segundo fontes oficiais iraquianas, os dirigentes dos dois países alcançaram um compromisso sobre as questões mais delicadas do acordo, especialmente a relacionada com a imunidade dos soldados americanos no Iraque.

Os iraquianos acreditam que a imunidade para tropas americanas e prestadores de serviços contratados pelas autoridades dos Estados Unidos mina a sua soberania.

Mas ambas as partes podem chegar a um entendimento sobre a questão, segundo o correspondente da BBC em Washington, Richard Lister. Estuda-se a possibilidade de que que soldados de folga que violem a lei sejam processados nos tribunais iraquianos. A imunidade continuaria garantida, contudo, quando os soldados estão em operações militares.

Não é necessário que o Congresso aprove formalmente este acordo, e a maior dúvida é se os iraquianos vão acabar concordando com ele no final, disse Lister.

Um documento formal tem que ser aprovado por três órgãos na administração iraquiana - gabinete, Conselho Presidencial com três integrantes e Conselho de Representantes - que podem, ainda, sugerir emendas.

Qualquer acordo tem que ser acertado antes de o mandato das Nações Unidas para as forças de coalizão no Iraque expirar, no final do ano.

Negociações

Os Governos de Bagdá e de Washington negociam há vários meses este pacto que entrará em vigor no final de ano, quando termina o mandato dado pelo Conselho de Segurança da ONU. 

Leia mais sobre Iraque

    Leia tudo sobre: iraque

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG