Líderes iraquianos cerram fileiras em negociações com os EUA

As principais autoridades políticas iraquianas destacaram, neste sábado, em consonância com o primeiro-ministro Nuri al-Maliki, a necessidade de se preservar a soberania iraquiana no acordo de segurança em negociação com os Estados Unidos.

AFP |

O Conselho Político de Segurança Nacional, que reúne o presidente Jalal Talabani, Al-Maliki e os chefes de todos os partidos políticos representados no Parlamento, defendeu essa posição, por conta de um encontro na capital para discutir o futuro pacto com os EUA, que provocou polêmica em Bagdá.

"O Conselho ressaltou, por unanimidade, que a questão da soberania iraquiana deve ser levada em consideração em todos os aspectos da negociação do acordo", declarou o gabinete de Talabani, em um comunicado.

"O acordo não deve prejudicar os interesses do povo iraquiano", acrescentou.

O futuro acordo, chamado de Status of Forces Agreement (Sofa), destina-se, sobretudo, a dar bases legais para a presença de tropas americanas em solo iraquiano após 31 de dezembro, já que a resolução da ONU, que rege sua presença, terá expirado.

Em visita a Amã, na sexta-feira, Al-Maliki declarou que as negociações estavam "em um impasse", afirmando que a soberania do Iraque será, profundamente, afetada, se Bagdá ceder às exigências americanas.

A Casa Branca reagiu, manifestando sua "intenção de continuar a trabalhar com os iraquianos sobre as negociações", garantindo que os EUA respeitam "completamente sua soberania". Bagdá e Washington estabeleceram o final de julho como prazo para concluir um novo acordo.

jds/tt

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