Líderes indianos pedem calma depois de atentados

Os mais altos oficiais de segurança da Índia estão reunidos neste domingo em Delhi para discutir a onda de atentados que deixou pelo menos 45 pessoas mortas e mais de 100 feridos na cidade de Ahmedabad, no Estado de Gujarat, no sábado. A presidente Pratibha Patil pediu ao povo que permaneça firme neste momento difícil e mantenha a paz e harmonia.

BBC Brasil |

O primeiro-ministro Manmohan Singh também condenou os ataques e pediu às pessoas que mantenham a calma.

Gujarat foi palco de violência sectária entre hindus e muçulmanos em 2002, quando mais de mil de pessoas morreram nos conflitos. Tropas federais e de choque foram enviadas para a cidade neste domingo.

No sábado, uma série de 17 explosões atingiu áreas residenciais, mercados, a rede de transportes e hospitais em um intervalo de 36 minutos.

Um grupo islâmico pouco conhecido, auto-intitulado Mujahideen Indiano assumiu a autoria dos atentados.

Alerta de segurança
Os atentados em Gujarat ocorreram um dia depois que uma série de explosões deixaram uma pessoa morta em Bangalore, no sul da Índia.

O governo colocou as agências de segurança em alerta nas principais cidades do país, inclusive Mumbai, Jaipur e Delhi, algumas das quais foram alvo de explosões no passado.

Segundo o correspondente da BBC Damian Grammaticas, em Delhi, os atentados em Ahmedabad parecem ter sido planejados e altamente coordenados, com algumas bombas explodindo do lado de fora de hospitais para onde os feridos das explosões anteriores haviam sido levados.

Um médico disse que estava tratando vítimas das explosões quando outra bomba foi detonada do lado de fora do hospital, provocando caos. Ele disse que todo o prédio sacudiu e que a rua do lado de fora ficou coberta de sangue.

Muitas pessoas estão com medo de sair às ruas na cidade, temendo novos atentados.

O controverso ministro chefe de Gujarat, Narendra Modi, disse que "a terra de Mahatma Gandhi foi ensangüentada por terroristas que não devemos poupar".

"Terroristas estão lançando uma guerra contra a Índia. Nós devemos nos preparar para uma longa batalha contra o terrorismo", disse ele.

Em 2002, Modi foi acusado de não proteger os muçulmanos durante os choques com os hindus no Estado. Na ocasião, a violência começou quando um incêndio em um trem carregando peregrinos hindus causou a morte de 59 pessoas.

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