San Salvador, 29 out (EFE).- Os chefes de Estado e Governo ibero-americanos consideram necessário coordenar medidas para romper o vínculo entre as organizações dedicadas ao narcotráfico e ao tráfico ilícito de armas, em particular as pequenas, que geram um alto índice de violência.

O pedido está incluído na minuta de um comunicado conjunto proposto pelo México, ao que a Agência Efe teve acesso, e que deve ser aprovado na próxima quinta-feira pelos líderes reunidos na 18ª Cúpula Ibero-Americana, em San Salvador.

O México, país que fez a proposta, sofre nos últimos meses uma onda de violência causada por organizações dedicadas ao narcotráfico e a outros delitos.

"O crime organizado transnacional, o problema mundial das drogas, os bandos criminosos e o seqüestro constituem graves ameaças para o bem-estar e a segurança cidadã, que afetam toda a comunidade ibero-americana", diz o texto.

Os líderes de América Latina, Espanha e Portugal acham necessário também, para combater essa violência, "coordenar estratégias, intercambiar informação em tempo real e efetuar ações organizadas para combater a lavagem de dinheiro e o tráfico ilícito de armas".

No tema específico das drogas, os líderes destacam que "a cooperação internacional, com estrito apego a soberania e integridade territorial de cada Estado, é indispensável" para combater as redes do crime transnacional. EFE mlg/rr

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