Líderes estrangeiros pedem calma na Tunísia

Renúncia do presidente Ben Ali ocorreu após governo decretar estado de emergência

BBC Brasil |

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Autoridades internacionais pediram calma na Tunísia após uma onda de protestos levar à renúncia do presidente Zine Al-Abidine Ben Ali nesta sexta-feira.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, elogiou em comunicado a 'coragem e a dignidade' dos manifestantes tunisianos, que protestavam contra a corrupção, o desemprego e a inflação.

Ele condenou o uso de violência na repressão aos protestos e pediu calma a todas as partes envolvidas. Obama disse esperar que o governo tunisiano promova eleições livres e justas num futuro próximo.

A chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Catherine Ashton, expressou em nota 'apoio e reconhecimento ao povo tunisiano e às suas aspirações democráticas, que devem ser conquistadas de forma pacífica'.

'Exortamos todas as partes a demonstrar controle e a permanecer calmas de modo a evitar futuras mortes e violência', diz a nota, também assinada pelo comissário de Ampliação da UE, Stefan Fuele.

No comunicado, a dupla manifesta 'vontade de ajudar a encontrar soluções democráticas duradouras para a crise atual'.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil também se manifestou sobre os acontecimentos recentes no país do norte africano.

Em nota, o órgão diz acompanhar 'com preocupação os incidentes em curso na Tunísia e lamenta profundamente as mortes ocorridas'.

'O Brasil espera que prevaleça o diálogo, dentro da ordem constitucional', afirma o comunicado.

O Itamaraty ainda manifestou 'o desejo de que a Tunísia possa retornar, o mais breve possível, à calma e à estabilidade'.

Renúncia

O anúncio da renúncia de Zine Al-Abidine Ben Ali foi feito nesta sexta-feira pelo primeiro-ministro Mohammed Ghannouchi, que disse estar assumindo o poder no país.

A saída de Ben Ali, que ascendeu ao poder em 1987 e foi reeleito para outro mandato de cinco anos em 2009, ocorreu após o governo decretar estado de emergência e um toque de recolher enquanto milhares de manifestantes protestavam no centro da capital, Túnis.

Grupos de direitos humanos afirmam que mais de 60 pessoas morreram nas últimas semanas em confrontos entre manifestantes e forças de segurança.

Os protestos eram inicialmente contra o desemprego e o alto preço dos alimentos, mas depois passaram a representar a insatisfação popular com o presidente e com a elite governante.

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