Líderes do sul da Ásia dizem que terrorismo é a maior ameaça à região

Nova Délhi, 2 ago (EFE).- Os chefes de Estado e de Governo dos países-membros da Associação para a Cooperação no Sul da Ásia (Saarc, em inglês), reunidos em Colombo, capital do Sri Lanka, destacaram hoje que o terrorismo é a maior ameaça à qual enfrentam e se comprometeram a uma cooperação conjunta.

EFE |

O primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, afirmou que "o terrorismo continua sendo uma grande ameaça" à estabilidade e à segurança regional, e que "os terroristas não conhecem fronteiras".

Singh fez estas afirmações diante de representantes do Paquistão, Afeganistão, Nepal, Bangladesh, Butão, Maldivas e Sri Lanka, que, junto com a Índia, formam a Saarc.

"Temos que defender os valores do pluralismo, da coexistência pacífica e do poder da lei", acrescentou Singh, em discurso exibido pela televisão do Sri Lanka.

O primeiro-ministro paquistanês, Yousaf Raza Gillani, afirmou que o Paquistão também é vítima do terrorismo, que está tendo impacto no "sistema de valores e no desenvolvimento socioeconômico".

"É nossa responsabilidade conjunta libertar nossa região desta ameaça", disse Gillani, que acrescentou que a luta contra o terrorismo deve ser tanto coletiva quanto individual.

Gillani se mostrou confiante em que a cúpula da Saarc contribua para fornecer "ímpeto para revigorar a cooperação regional no sul da Ásia".

Hoje, Gillani e Singh devem ter uma reunião bilateral para discutir as relações entre Paquistão e Índia, disse à Agência Efe o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores paquistanês, Muhammad Sadiq, que está em Colombo.

O encontro entre os dois líderes acontece em um momento tenso entre os dois países, depois de autoridades indianas acusarem os serviços de inteligência paquistaneses de terem organizado o atentado à Embaixada da Índia em Cabul, em 7 de julho, quando 54 pessoas morreram.

O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, começou seu discurso lamentando o atentado contra a embaixada indiana em Cabul, segundo um comunicado do Governo do Sri Lanka.

Karzai afirmou que "o terrorismo é o elemento mais desestabilizador" sofrido pelo sul da Ásia atualmente e acrescentou que é responsabilidade dos Governos enfrentarem a ameaça.

Em seu discurso de abertura, o presidente do Sri Lanka, Mahinda Rajapaksa, afirmou que é necessário "redobrar os esforços na ação coletiva para combater o terrorismo em todas as suas formas e manifestações".

Rajapaksa também destacou a importância de "lembrar a interdependência" dos países do sul da Ásia.

Segundo Rajapaksa, essa interdependência "é crucial para uma paz duradoura e para a proteção dos valores democráticos da região".

Além disso, o presidente do Sri Lanka disse que o terrorismo é uma "praga" da qual nenhum dos membros da associação está livre, e acrescentou que os mecanismos de cooperação entre os serviços de inteligência dos países do sul da Ásia devem ser intensificados.

Rajapaksa afirmou que "o terrorismo, em todas as partes, é terrorismo e não há terroristas bons e terroristas maus". EFE mb/wr/an

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