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Líderes do partido no poder no Zimbábue se reunirão para definir estratégia

O gabinete político do partido do presidente Robert Mugabe se reunirá nesta sexta-feira para definir uma estratégia depois das eleições gerais realizadas no sábado passado, no Zimbábue, segundo um dirigente da União Nacional Africana da Frente Patriótica do Zimbábue (Zanu-PF).

AFP |

Outro dirigente do Zanu-PF confirmou que o encontro será realizado na sexta. "Será uma reunião importante", enfatizou.

Um porta-voz do governo também declarou nesta quinta-feira que o Zanu-PF dará todo o apoio ao chefe de Estado em um eventual segundo turno das eleições presidenciais contra seu rival, o opositor Morgan Tsvangirai.

"A União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Patriótica (ZANU-PF) está pronta para um segundo turno, estamos prontos para obter a vitória", declarou o vice-ministro da Informação, Bright Matonga.

Matonga afirmou ainda que o partido "não cumpriu o dever com o presidente" e não investiu energia suficiente na campanha presidencial.

"Em termos de estratégia, só aplicamos 25% de nossa energia na campanha. No segundo turno utilizaremos os outros 75%", disse.

Mugabe, por sua vez, apareceu nesta quinta-feira pela primeira vez em público desde as eleições, em um encontro com observadores da União Africana (UA), segundo imagens exibidas pela televisão pública.

Mugabe não faz nenhuma declaração nas imagens mostradas, nas quais aparece ao lado do ex-presidente de Serra Leoa Ahmed Tejan Kabbah.

Tejan Kabbah coordenou a missão da UA que observou as eleições parlamentares e presidenciais celebradas sábado passado.

O partido de Mugabe perdeu oficialmente o controle da Câmara dos Deputados, mas até o momento não foi divulgado nenhum resultado da eleição presidencial.

A oposição se antecipou e reivindicou a vitória de seu candidato, Morgan Tsvangirai, sobre Mugabe.

Após o encontro com o presidente africano há mais tempo no poder, Kabbah declarou à televisão que Mugabe, de 84 anos, estava "muito relaxado".

"Ele considera que os problemas que o país enfrenta serão resolvidos de forma amistosa. Espera que o anúncio do resto dos resultados seja iminente", acrescentou o chefe da missão dos observadores da UA.

Kabbah tentou apaziguar a impaciência reinante com o atraso dos resultados eleitorais.

"Conversamos sobre o fato do Zimbábue ser um exemplo mundial em termos de eleições. Aqui, tivemos quatro votações diferentes e muita pressão", afirmou.

O ex-presidente de Serra Leona explicou que se encontrou mais cedo com o líder da oposição.

"Tsvangirai também teve palavras positivas para o presidente Mugabe", disse.

Mugabe comanda o país desde a independência da nação, em 1980.

Quase 5,9 milhões de zimbabuanos estavam registrados para votar e eleger o presidente, deputados, senadores e vereadores em um país em pleno marasmo econômico, com una hiperinflação recorde superior a 100.000% anual.

fj/fp/cn

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