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Líderes do Paquistão escaparam por pouco de ataque

Os líderes do Paquistão teriam escapado por pouco do ataque de sábado no hotel Marriott, na capital Islamabad, segundo informou nesta segunda-feira o ministro do Interior do país, Rehman Malik.

BBC Brasil |

"O presidente do Senado havia marcado um jantar naquele dia no Marriott para toda a liderança, o presidente, o primeiro-ministro e chefes das Forças Armadas", disse Malik.

"O presidente e o primeiro-ministro transferiram o encontro para a casa do premiê. O encontro não ocorreu no Marriott e assim, toda a liderança foi salva."

No entanto, ele não explicou por que o encontro foi transferido de local pouco antes de acontecer.

Carros ficam completamente destruídos em incêndio
Carros ficam completamente destruídos em incêndio

O ataque

No sábado, um caminhão com cerca de 600 quilos de explosivos se chocou com a entrada do hotel, o mais luxuoso de Islamabad e considerado um local seguro para estrangeiros e paquistaneses importantes.

O ataque suicida matou pelo menos 60 pessoas, incluindo o embaixador tcheco, dois fuzileiros americanos e uma mulher vietnamita, além de ferir mais de 250.

O número de mortos pode subir já que equipes de resgate ainda buscam sobreviventes soterrados nos escombros do hotel. Um agente do serviço secreto dinamarquês desaparecido pode estar entre as vítimas.

A força do ataque pode ter danificado irremediavelmente o prédio e existe o temor que ele desabe a qualquer momento. A explosão abriu uma cratera de 6 metros de diâmetro e causou um incêndio que durou várias horas.

Nenhum grupo assumiu o ataque até o momento. O militante mais famoso do país, Baitullah Mehsud, suspeito do atentado que matou a ex-premiê Benazir Bhutto em dezembro, negou envolvimento.

Investigadores paquistaneses disseram que buscam no momento uma célula da rede Al-Qaeda em Islamabad. Alguns suspeitos já foram detidos.

Na fronteira

Ainda nesta segunda-feira, um integrante do serviço secreto paquistanês afirmou que militares do Paquistão dispararam contra aviões americanos que teriam invadido o espaço aéreo do país, durante o final de semana, os obrigando a retornar ao Afeganistão.

O incidente teria ocorrido em uma zona tribal da região paquistanesa do Waziristão do Norte, onde militares paquistaneses estariam combatendo militantes do Talebã.

O Paquistão não permite a entrada de militares americanos em seu território para combater militantes.

Recentemente soldados dos EUA realizaram missões dentro do Paquistão mesmo sem permissão. Militares paquistaneses haviam dito que iriam combater qualquer invasão de território.

Ataques suicidas no Paquistão são geralmente atribuídos a militantes do Talebã e da Al Qaeda que operam em áreas tribais na fronteira com o Afeganistão.

O governo paquistanês se vê pressionado pelo governo americano a aumentar seus esforços no combate aos militantes ao mesmo tempo em que tenta convencer a opinião pública paquistanesa da necessidade de combater extremistas nas zonas fronteiriças com o Afeganistão.

Muitos no Paquistão são contra essas operações por as considerarem uma imposição do governo dos Estados Unidos e pelo grande número de civis que morrem ou são obrigados a deixar suas casas.

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