Líderes do Mercosul pedem agilidade na adesão da Venezuela

Assunção, 24 jul (EFE).- Os presidentes dos membros do Mercosul - Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai - pediram hoje uma conclusão rápida para a adesão plena da Venezuela ao bloco, durante a reunião de chefes de Estado realizada em Assunção.

EFE |

A entrada plena da Venezuela foi aprovada em meados de 2006 pelos quatro Estados, mas apenas os Congressos de Argentina e Uruguai o ratificaram. Para que o processo seja finalizado, faltam as aprovações dos Legislativos de Brasil e Paraguai.

Nesses países, o projeto está estagnado devido às duras criticas de setores políticos, que consideram que o chefe de Estado venezuelano, Hugo Chávez, não cumpre os preceitos democráticos do bloco.

No comunicado conjunto, de 34 pontos, os membros plenos "ressaltaram a importância de uma rápida conclusão do processo de adesão" da Venezuela, por considerarem que será "em benefício do fortalecimento do bloco".

"Avaliamos os esforços realizados para o aprofundamento e a consolidação da União Aduaneira, entre os que se destacam a eliminação da dupla cobrança da Tarifa Externa Comum e o mecanismo de distribuição de renda aduaneira", diz o texto.

Além disso, a declaração destaca a inauguração, em Assunção, da sede de Instituto Social do Mercosul e diz que o organismo, presidido pela paraguaia Maria Madalena Rivarola, "colaborará para a articulação de políticas sociais".

Também frisa a participação dos ministros da Saúde e do Desenvolvimento Social, que acordaram uma declaração sobre as medidas conjuntas na luta contra a pandemia da gripe que castiga a região, assim como outra sobre mecanismos de articulação de problemas comuns em ambas as áreas.

Os membros do Mercosul deixaram impressa a necessidade de "aprofundar os esforços para reformar o Conselho de Segurança das Nações Unidas com objetivo de transformá-lo em um órgão mais democrático, representativo e transparente".

Em outra declaração conjunta, esta do Mercosul e dos Estados associados (Bolívia e Chile), de 33 pontos, é pedido combate ao crime organizado e o zelo ao respeito e à proteção dos direitos humanos dos imigrantes e suas famílias, "sem importar sua condição migratória, nacionalidade, origem étnica, gênero ou idade".

A declaração expressa suas satisfação com a Presidência do Equador na União de Nações Sul-Americanas (Unasul) e a recente resolução da Organização dos Estados Americanos a favor do retorno de Cuba ao organismo interamericano, que está suspensa desde 1962.

EFE lb/rr

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG