Líderes do G5 pedem mais representatividade em decisões globais

LAquila (Itália), 8 jul (EFE).- O G5, grupo formado pela China, Índia, México, Brasil e África do Sul, pediu hoje mais representatividade nas instituições internacionais e na tomada de decisões de âmbito global.

EFE |

O presidente mexicano, Felipe Calderón, que ocupa a Presidência do G5, solicitou que os países ricos reduzam suas práticas protecionistas e assumam uma maior responsabilidade em assuntos ambientais, especialmente na luta contra a mudança climática.

Sobre a economia, o G5 pediu, através de uma declaração, um sistema comercial internacional "igualitário e respeitoso com o desenvolvimento", que elimine os subsídios à exportação e acabe com as medidas que distorcem o livre comércio.

Os países do G5 se mostraram otimistas sobre uma solução às negociações da Rodada de Doha, que contribuirão para fornecer um estímulo à recuperação da confiança nos mercados internacionais.

A declaração, divulgada na presença dos dirigentes de todos os países integrantes do Grupo dos Oito (G8, formado pelos sete países mais industrializados do mundo, mais a Rússia), menos o presidente da China, Hu Jintao, abrange assuntos econômicos e ambientais, mas também se refere à reforma das instituições internacionais.

Calderón mostrou sua "preocupação pelas práticas protecionistas nos países desenvolvidos", porque obstaculizam "a recuperação" das nações em desenvolvimento.

Já o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, disse que a crise financeira começou nos países ricos e que, por isso, estes devem assumir sua responsabilidade.

Sobre o clima, Calderón assegurou que os países emergentes são "menos responsáveis" pela mudança climática e, ao mesmo tempo, os que mais sofrem com o fenômeno.

Calderón se referiu a um princípio de "responsabilidades comuns, mas diferenciadas", para exigir uma maior implicação dos países mais poderosos, na luta contra o aquecimento global.

O presidente mexicano propôs a criação de um "fundo verde" para "aumentar os recursos" nos países em desenvolvimento na luta contra a mudança climática.

Lula ressaltou a "responsabilidade" dos países ricos no início da crise e pediu que o G5 tenha mais representação nas instituições internacionais.

Assegurou ainda que os países em desenvolvimento não querem ser "cidadãos de segunda classe" e acrescentou que, se as instituições que tomam decisões de alcance global fossem mais "legítimas", as coisas seriam "mais razoáveis". EFE fab/pd

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