Líderes do G20 vão a Londres solucionar mais uma crise

Redação Central, 1º abr (EFE).- Os chefes de Estado e de Governo do G20, grupo que reúne os países mais ricos do mundo e as principais nações emergentes, se encontrarão em Londres, nesta quinta-feira, para continuar buscando soluções para a atual crise financeira internacional, depois de um primeiro encontro em Washington, em novembro de 2008.

EFE |

O G20 foi criado em 1999, para fazer frente à crise financeira surgida no fim dessa década e dar voz aos países em desenvolvimento com influência sobre a economia globalizada, seja por seu tamanho ou por sua importância estratégica.

Além de contar com Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Reino Unido e Rússia, que fazem parte do G8 (os sete países mais desenvolvidos e o maior do mundo em extensão territorial), o G20 também agrupa: Brasil, União Europeia (UE, como bloco), Arábia Saudita, Argentina, Austrália, China, Coreia do Sul, Índia, Indonésia, México, África do Sul e Turquia.

Juntos, os países do G20 acumulam 90% do PIB mundial, concentram 80% do comércio global - incluindo as trocas dentro da UE - e abrigam dois terços da população mundial.

De modo geral, o G20 sempre funcionou como um fórum de diálogo entre ministros da área econômica e presidentes dos bancos centrais de seus países-membros.

Desde a sua primeira reunião, realizada em Berlim, em 1999, o G20 buscou melhorar a coordenação nas políticas de crescimento, a gestão de crises financeiras e a redução de abusos e atividades ilícitas no sistema financeiro.

Além disso, o grupo tenta aumentar o nível de transparência e a troca de dados entre nações para combater a evasão de divisas, a lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo.

O G20 não possui uma secretaria permanente, mas os países-membros se revezam à frente dele, seguindo um rodízio por regiões. Em 2009, a "troika" presidencial do grupo é integrada por: Reino Unido (atual presidente), Brasil (presidente anterior) e Coreia do Sul (próximo presidente).

De suas reuniões, de caráter anual, também participam o presidente do Banco Mundial (BM) e o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI). Além disso, costumam ser convidados representantes de instituições como o Fórum de Estabilidade Financeira e especialistas do setor privado.

Desde que surgiu, o G20 realizou dez cúpulas anuais (Berlim, Montreal, Ottawa, Deli, Morelia - México -, Berlim, Pequim, Melbourne, Cidade do Cabo e São Paulo) e uma extraordinária, feita no ano passado, na capital americana, para a qual foram convidados três países de fora (Espanha, Holanda e República Tcheca).

Em outubro de 2008, após a eclosão da atual crise financeira internacional, a Casa Branca convocou a reunião extraordinária realizada em Washington nos dia 14 e 15 do mês seguinte.

O encontro terminou com uma extensa declaração de princípios e propostas de reformas nos mercados financeiros. Além disso, os participantes aprovaram um plano para a implantação das iniciativas sugeridas.

Na cúpula de amanhã, onde devem ser estabelecidas as bases das reformas financeiras necessárias, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltará a se encontrar com o líder americano Barack Obama, com quem, há cerca de 15 dias, conversou sobre o que estará em pauta na reunião.

Em 22 de fevereiro deste ano, os principais países da UE também se reuniram para discutir a cúpula. O resultado foram sete propostas contra a crise econômica mundial, uma das quais prevê o aumento do controle sobre os mercados financeiros. EFE doc/sc/rr

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