Líderes do exílio cubano se preparam para morte de Fidel

MIAMI - Os grupos do exílio cubano iniciaram hoje uma rodada de discussões em Miami, nos Estados Unidos, para definir qual mensagem será transmitida em nível internacional e as ações conjuntas adotadas após a morte de Fidel Castro.

EFE |

Cerca de 20 representantes de grupos anticastristas, incluindo a influente Fundação Nacional Cubano Americana (FNCA), foram hoje à reunião convocada por Ramón Saúl Sánchez, presidente do Movimento Democracia.

"O objetivo é tentar criar um plano para expressar de maneira conjunta ao mundo, no momento em que chegar a notícia da morte de Fidel, que nossa pátria ainda tem centenas de prisioneiros políticos e famílias divididas", disse o ativista cubano.

O ex-presidente cubano está há mais de quatro semanas sem escrever seus artigos, o que fez com que aumentassem os rumores sobre seu estado de saúde e até mesmo sobre sua morte entre os cubanos que vivem em Miami.

No entanto, Sánchez esclareceu que a reunião de hoje não aconteceu porque considerem "que Fidel está morto ou vivo, mas porque em algum momento ele vai morrer e isso criará um impacto dentro e fora de Cuba".

"Nós temos de estar prontos como dirigentes do exílio para enviar nossa mensagem, para que o exílio não fique acéfalo", afirmou o ativista, que costumava organizar frotilhas que navegavam em águas internacionais em frente a Cuba.

Acrescentou que quando chegar esse momento, a mensagem que querem passar ao mundo é de liberdade: eleições livres, libertação dos presos políticos, reunificação das famílias e respeito aos direitos humanos e civis na ilha.

"Isso é o que o mundo tem de ver e ouvir, por isso que nós lutamos tanto durante 50 anos. Apesar de todas as demais manifestações do povo, que são lógicas, temos de dizer ao mundo: por favor, apóiem nossa causa para terminar com essa tirania", concluiu.

Leia mais sobre Fidel Castro

    Leia tudo sobre: fidel castro

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG