Líderes do Cáucaso condenam atentados e governo oferece ajuda às vítimas

Moscou, 29 mar (EFE).- A Prefeitura de Moscou declarou luto na cidade nesta terça-feira pelas vítimas dos dois atentados suicidas no metro russo que causaram a morte de mais de 30 pessoas enquanto os presidentes das repúblicas russas da Chechênia e Inguchétia condenaram os atentados e ofereceram ajuda.

EFE |

O prefeito de Moscou, Yuri Luzhkov, e o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, anunciaram uma série de medidas para ajudar às famílias das vítimas e os feridos.

O porta-voz de Putin, Dmitri Peskov, explicou que as famílias dos mortos devem receber no total um milhão de rublos, soma equivalente a US$ 33,8 mil, e os feridos quantias menores dependendo da gravidade do caso.

Já o líder da Chechênia ressaltou que "para salvar as vidas de civis, os criminosos devem ser isolados da sociedade e, se opõem resistência, é preciso eliminá-los sem piedade".

Kadyrov assinalou que o fenômeno do terrorismo "não escolhe suas vítimas por motivos nacionais, religiosos ou raciais" e lembrou que a Chechênia sofreu com esta praga durante muitos anos. "Milhares de pessoas morreram na Chechênia nas mãos dos terroristas (...).

Sublinhamos mais de uma vez que esse mal só pode ser freado com o esforço comum ", disse.

Por sua vez, o líder inguche, Yunus-bek Yevkúrov, expressou suas condolências aos familiares dos mortos e ofereceu toda a ajuda necessária.

"Os habitantes de nossa região, infelizmente, tiveram que sofrer em mais de uma ocasião as consequências de ataques terroristas", declarou Yevkúrov, que acrescentou: "neste momento tão duro, o povo inguche os acompanha na dor".

O líder ordenou às forças de segurança inguches que aumentem a segurança no transporte público e em lugares movimentados, especialmente mercados, escolas e hospitais. Em junho do ano passado o próprio Yevkúrov foi vítima de um atentado à bomba perpetrado por uma terrorista suicida, no qual ficou muito ferido.

Em fevereiro o líder da guerrilha chechena, Dokú Umárov, ameaçou todo o território russo com uma nova campanha de terror. "O derramamento de sangue já não se limitará apenas a nossas cidades e aldeias (do Cáucaso). A guerra chegará a suas cidades", disse Umárov em alusão à Rússia, em entrevista ao site da guerrilha.

O chefe do Serviço Federal de Segurança (FSB) russo, Aleksandr Bórtnikov, informou que os atentados de hoje no metrô de Moscou foram cometidos por mulheres suicidas procedentes do Norte do Cáucaso.

Segundo o Ministério de Situações de Emergência, pelo menos 38 pessoas morreram e 65 ficaram feridas nos ataques perpetrados hoje pela manhã na hora do rush nas estações centrais de Lubyanka e Park Kultury. EFE egw-se/pb

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