Líderes de vários países celebram 20 anos da queda do muro de Berlim

A chanceler alemã, Angela Merkel, liderou nesta segunda-feira um grupo de chefes de Estado, atuais e do passado que reuniu-se para celebrações dos 20 anos da queda do muro de Berlim. Estiveram presentes na cidade o líder russo, Dmitri Medvedev, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, o premiê britânico, Gordon Brown e a secretária de Estado americana, Hillary Clinton.

BBC Brasil |

"As pessoas às vezes se esquecem hoje em dia de quantos não puderam deixar o país por anos, quantos foram presos. Antes da liberdade, muitos sofreram", disse Merkel.

Merkel afirmou ainda que este é "não apenas um dia de celebrações para a Alemanha, mas para toda a Europa".

"(A queda do muro) foi o resultado de uma longa história de opressão e do esforço contra a opressão", disse.

Antes, a chanceler alemã disse que a unificação das duas Alemanhas ainda está incompleta, já que o leste ainda não está tão desenvolvido economicamente quanto o oeste.

'Outros muros'
Líderes antigos, como o ex-líder soviético Mikhail Gorbachev, considerado um dos responsáveis pelo final da Guerra Fria, e o ex-presidente polonês, Lech Walesa, que lutou contra a dominação soviética à frente do Sindicato Solidariedade, estiveram presentes.

Gorbachev disse que "minhas habilidades de vidente e as do (então chanceler alemão Helmut) Kohl não eram muito boas na época. Não achávamos que o muro iria cair tão rápido".

O presidente americano, Barack Obama, enviou uma mensagem gravada em vídeo na qual disse que "como tantos americanos, nunca esquecerei as imagens do muro sendo destruído. É impossível existir forma mais clara de negar a tirania, mais inequívoca afirmação da liberdade".

Já a secretária de Estado, Hillary Clinton, disse que "agora temos que voltar nossas atenções para os problemas do século 21. Um muro pode ter caído, mas existem outros que devemos superar e trabalharemos juntos para conseguir isso".

O presidente russo, Dmitri Medvedev, ressaltou que "não podemos nos esquecer que a queda do muro foi preparada pelo que aconteceu na União Soviética. Estas mudanças trouxeram vantagens para toda a Europa".

Esteve presente ainda o ex-premiê húngaro Miklos Nemeth, cuja decisão de abrir as fronteiras do país permitiu aos alemães orientais fugir para o ocidente.

Nas celebrações, centenas de peças gigantes de dominó, pintadas com mensagens de liberdade e colocadas na rota do antigo muro foram derrubadas, em uma alusão aos governos comunistas europeus, que caíram um depois do outro.

As festividades serão encerradas com um show de fogos de artifício e um show com músicos de vários países.

Histórico
Em 1989, a queda do muro levou ao colapso do poder comunista no Leste Europeu, à reunificação alemã e ao fim da Guerra Fria.

A Alemanha Oriental comunista ergueu o muro de concreto com 155 quilômetros de extensão em torno de Berlim Ocidental em 1961 para evitar que moradores do lado comunista fugissem para o reduto capitalista.

Acredita-se que mais de cem pessoas tenham morrido tentando escapar pelo muro.

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