Líderes de protestos na Tailândia são libertados sob fiança

Bangcoc, 10 out (EFE).- Sete dos nove líderes da plataforma opositora Aliança do Povo para a Democracia (APD) se entregaram hoje à Polícia e foram libertados em seguida sob fiança.

EFE |

O grupo se declarou inocente de todas as acusações e, depois de três senadores se oferecerem como fiadores de que não fugiriam, deixaram a delegacia onde estavam em Bangcoc.

Os ativistas tinham ordens de detenção contra eles em vigor e aceitaram se render depois de o Tribunal de Apelações retirar ontem a acusação de rebelião, que podia lhes condenar à morte ou à prisão perpétua.

Também não serão processados por conspiração para uma insurreição e desacato à autoridade, mas o juiz manteve as acusações de reunião ilegal e de provocação à Polícia.

As ordens de detenção foram emitidas em 27 de agosto, quando seguidores da Aliança, encorajados por seus líderes, ocuparam a sede do Governo após meses de protestos andarilhos em Bangcoc.

No fim de semana passado, a detenção dos opositores Chamlong Srimuang e Chaiwat Sinsuwong desencadeou uma nova onda de protestos que culminou na terça-feira com uma resposta da Polícia que deixou dois mortos e quase 500 feridos.

Srimuang, um general reformado e antigo governador de Bangcoc conhecido por suas profundas convicções budistas, é uma das figuras mais carismáticas da oposição na Tailândia.

O PAD continua exigindo a renúncia do primeiro-ministro, Somchai Wongsawat, sob a acusação de que ele chegou ao poder de maneira ilegal.

Antes, o partido exigia a renúncia de seu antecessor, Samak Sundaravej, um aliado do ex-chefe do Executivo Thaksin Shinawatra, deposto por um golpe de Estado em 2006 e foragido em Londres.

Wongsawat chegou ao poder há menos de um mês, em substituição a Sundaravej, que se viu obrigado a renunciar após ser inabilitado pela Corte Suprema. EFE grc/mh

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