Líderes de Israel adiam investida final contra Faixa de Gaza

Por Dan Williams JERUSALÉM (Reuters) - Israel adiou na quarta-feira a decisão sobre ordenar ou não a suas forças armadas que invadam os centros urbanos da Faixa de Gaza, disse um funcionário israelense, citando os esforços liderados pelo Egito e a França para obter uma trégua com o Hamas.

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Após uma semana de ataques aéreos, tropas e tanques israelenses invadiram o enclave no sábado, entrando em choque com guerrilheiros palestinos mas não avançando além dos arredores da cidade de Gaza ou outras áreas densamente povoadas.

Sem dar detalhes sobre o que pode vir a seguir, Israel descreveu a varredura terrestre inicial como o "segundo estágio" de uma operação para combater os disparos de foguetes palestinos contra cidades israelenses. Essa falta de transparência ajudou a motivar uma intensa mediação internacional buscando um cessar-fogo.

O gabinete de segurança do primeiro-ministro Ehud Olmert, em reunião na quarta-feira, discutiu a terceira e última etapa da ofensiva, mas adiou para data não divulgada a votação sobre o plano.

"O plano é entrar nos centros urbanos", disse antes das deliberações um funcionário israelense, que pediu anonimato.

O adiamento da decisão final sobre o plano está permitindo a Israel manter suas forças de prontidão, e, ao mesmo tempo, deixar margem de manobra para qualquer possível avanço nas negociações de cessar-fogo lideradas pelo Egito e a França.

Indagado sobre o adiamento, um funcionário de alto nível da Defesa israelense disse: "Estamos seguindo caminhos militares e diplomáticos paralelos, então esta não é uma questão simples."

Analistas militares acham que as forças israelenses seriam seriamente desafiadas em possíveis combates nas congestionadas vielas de Gaza, onde boa parte de seu apoio aéreo seria irrelevante e militantes palestinos poderiam montar emboscadas contra eles, fugindo em seguida.

Conquistar a Faixa de Gaza equivaleria a uma reocupação de um território que o Estado judaico capturou do Egito numa guerra em 1967 e do qual retirou suas forças em 2005. Líderes israelenses já disseram que não querem reocupar o território nem, por enquanto, derrubar o governo islâmico do Hamas.

Sete soldados israelenses morreram até agora na ofensiva, que já deixou mais de 640 palestinos mortos, mais de um quarto dos quais civis, segundo médicos. No mesmo período, os foguetes palestinos mataram quatro israelenses.

Israel disse que suas tropas mataram 130 guerrilheiros desde o sábado. A cifra sugere que o total de mortes palestinas desde 27 de dezembro pode ser mais próximo de 770 e que ainda pode haver corpos no campo de batalha.

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