Líderes das Farc são condenados a quase 58 anos de prisão por ataque em 2005

Bogotá, 29 set (EFE).- Um tribunal da cidade colombiana de Villavicencio condenou a 57 anos e 11 meses de prisão o líder máximo das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e outros 10 comandantes da guerrilha, por terem matado seis pessoas e ferido 19 em um ataque a um hotel em 2005, informaram hoje fontes judiciais.

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Os 11 rebeldes foram declarados culpados por homicídio agravado, terrorismo e rebelião, explicou a Procuradoria Geral em comunicado público.

A condenação foi determinada pelo Juizado Primeiro Especializado de Villavicencio (na região central da Colômbia), que processou os sete membros do Secretariado das Farc e quatro chefes subalternos.

O comando central rebelde é liderado por Guillermo Leão Sáenz ("Alfonso Calo"), que tem vínculos com o caso junto com Luis Suárez ("Macaco Jojoy"), responsável militar do grupo, além dos cinco integrantes restantes do Secretariado e os outros quatro sentenciados.

A causa judicial derivou de um ataque com explosivos no dia 20 de fevereiro de 2005, em Puerto Toledo, zona rural do departamento de Meta, do qual Villavicencio é capital.

Os explosivos foram ativados quando oficiais do Exército examinavam o hotel Acapulco, de propriedade de Genner García ("Jhon 40"), chefe de frente 43 das Farc e um dos condenados.

Dois jovens, um adulto e três militares morreram na explosão, enquanto outros 11 civis e oito oficiais ficaram feridos.

A Procuradoria lembrou que os militares atuavam em uma operação dirigida a "neutralizar o tráfico e a venda de drogas". EFE jgh/pd

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