Líderes da UE retomam debates sobre situação econômica

Bruxelas, 20 mar (EFE).- Os líderes da União Europeia (UE) retomaram hoje, em Bruxelas, seus debates sobre as medidas destinadas a enfrentar a crise econômica e sobre a definição da posição que os membros europeus defenderão na próxima cúpula do Grupo dos Vinte (G20, os países ricos e os principais emergentes), em Londres.

EFE |

Fontes da UE confirmaram à Agência Efe que os líderes deram hoje seu respaldo a aumentar de 25 bilhões para 50 bilhões de euros o limite da linha de crédito para ajudar os países-membros com graves desequilíbrios em seu balanço de pagamentos.

Segundo a proposta da Comissão Europeia (CE, órgão executivo da UE), descarta-se que os fundos - restam 15,4 bilhões de euros, após os créditos concedidos à Hungria e Letônia - estejam perto de se esgotar, mas acha-se que aumentar o limite será um sinal claro da vontade de apoiar os membros que passam por dificuldades.

Além disso, os 27 países-membros já decidiram que, por enquanto, não são necessários na Europa novos planos de estímulo econômico e que a prioridade deve ser na aplicação do já definido, assim como na reforma da arquitetura financeira internacional.

"Temos que nos concentrar na origem real desta crise, que é o afundamento dos mercados financeiros", disse à imprensa o primeiro-ministro finlandês, Matti Vanhanen, ao chegar à sede do Conselho Europeu.

O projeto de conclusões que os chefes de Estado e Governo analisam reafirma a confiança na capacidade da UE para escapar ilesa desta crise, apesar de sua gravidade inusitada.

O Conselho Europeu expressa sua confiança nas perspectivas a médio e longo prazo da economia da UE.

"Se continuarmos trabalhando de forma coordenada, dentro do marco do mercado único e da união econômica e monetária, a UE superará a crise e emergirá mais forte ainda", afirma a minuta, que foi modificada durante a madrugada.

A UE qualifica de "considerável" o esforço fiscal que realizou até agora em nível nacional e europeu para reativar a economia: cerca de 400 bilhões de euros para este ano e o próximo.

"Levará tempo que os efeitos positivos sejam notados na economia, mas a magnitude do esforço fiscal (cerca de 3,3% do Produto Interno Bruto da UE) gerará novos investimentos, impulsionará a demanda, criará emprego e ajudará a União a avançar para uma economia de baixo consumo de carbono", afirmam os europeus, no documento. EFE jms/an

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