Líderes da UE aprovarão criação de célula de gestão de crise

Bruxelas, 14 out (EFE) - A cúpula de chefes de Estado e Governo da União Européia (UE) aprovará a criação de uma célula de crise financeira como mecanismo de alerta e troca de informação entre os países do bloco e as instituições, disseram hoje fontes européias.

EFE |

Os países da UE poderão recorrer "em qualquer momento" à célula, que garantirá informação "imediata e confidencial" aos responsáveis do bloco, segundo a última minuta do texto de conclusões da cúpula aprovada hoje pelos 27 países-membros da União Européia.

O grupo assegurará uma "boa coordenação" e sugerirá "uma reação comum" se for necessário.

A informação será transferida imediatamente à Presidência de turno da UE, o presidente do Banco Central Europeu (BCE) - em coordenação com as demais autoridades monetárias -, o presidente da Comissão Européia (CE) e o presidente do Eurogrupo.

A cúpula do bloco, que começa amanhã e termina quinta-feira, pedirá, em seu documento de conclusões, que o Conselho encerre "o mais rápido possível" as modalidades práticas e de funcionamento desta célula de gestão de crise, acrescenta o documento.

A criação desta célula segue à cúpula de líderes da zona do euro de domingo em Paris, cujo comunicado final informou que a cúpula da UE deve aprovar "um mecanismo para a gestão de crise entre os países europeus".

O presidente da CE, José Manuel Durão Barroso, explicou hoje que o objetivo da célula é fazer com que, se houver uma crise ou um problema financeiro inesperado, "os países saibam a quem chamar" durante as 24 horas do dia sem ter de esperar a próxima reunião de ministros de Finanças.

"A verdade é que tivemos que improvisar" nas últimas semanas, disse Barroso, que lembrou que, "dia e noite, com freqüência de noite e normalmente nos fins-de-semana, tivemos que enfrentar problemas de urgência sobre o resgate de bancos além das fronteiras".

Barroso insistiu em que "a verdade é que não temos um sistema europeu de supervisão" de instituições financeiras, "nem sequer um sistema de coordenação estável entre os supervisores nacionais". EFE rcf/db

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