Os chefes de Estado dos países da aliança militar Otan reúnem-se neste sábado em Estrasburgo, na França, para discutir estratégias para vencer os insurgentes do taleban no Afeganistão.

Em uma cerimônia simbólica, que marca também os 60 anos da Otan, os líderes chegaram a Estrasburgo cruzando a ponte na fronteira entre Alemanha e França.

Ao chegarem ao território francês, eles foram recebidos pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy.

O esquema de segurança do encontro foi reforçado. Na sexta-feira, a polícia teve de usar gás lacrimogêneo contra manifestantes. Cerca de 300 pessoas foram presas nos dois dias que antecederam a cúpula.

O principal assunto da cúpula é o Afeganistão. Segundo o enviado especial da BBC em Estrasburgo, Jonathan Marcus, existe uma percepção de que a guerra no Afeganistão não está sendo vencida pela aliança militar.

No mês passado, o presidente americano, Barack Obama, definiu uma nova estratégia americana no Afeganistão, com reforço das tropas e mais foco na região de fronteira com o Paquistão.

Em discurso na sexta-feira, Obama pediu aos líderes europeus que se unam em apoio ao combate à al-Qaeda no Afeganistão.

"É mais provável que a al-Qaeda tenta cometer um grave ataque terrorista na Europa do que nos Estados Unidos, devido à proximidade", disse Obama.

"Esta não é uma missão americana, esta é uma missão da Otan, esta é uma missão internacional", disse.

Oposição turca

Na sexta-feira, os líderes da Otan não conseguiram indicar um novo secretário-geral, que sucederá Jaap de Hoop Scheffer no final de julho.

A maioria dos chefes de Estado da Europa apóia o primeiro-ministro dinamarquês, Anders Fogh Rasmussen. Mas a Turquia é contra a indicação, devido à postura de Rasmussen sobre a publicação em 2005 das caricaturas do profeta Maomé em um jornal dinamarquês.

Muitos muçulmanos ficaram irados quando Rasmussen se recusou a censurar o jornal e defendeu a liberdade de expressão.

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