Líderes da Otan aprovam normalização de relações com a Rússia

Estrasburgo (França), 3 abr (EFE).- Os líderes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) referendaram hoje o total retorno à normalidade nas relações com a Rússia, após a divergências sobre o conflito da Geórgia, no ano passado.

EFE |

No encontro, eles também defenderam uma revisão estratégica que adapte a organização aos desafios do século XXI.

O jantar de chefes de Estado ou de Governo com o qual teve início a Cúpula do 60º aniversário da Aliança também teve como tema o sucessor do secretário-geral, Jaap de Hoop Scheffer, discussão adiada para sábado devido à recusa da Turquia de aceitar o nome do primeiro-ministro dinamarquês, Anders Fogh Rasmussen.

Os líderes alcançaram um consenso sobre a Rússia, e decidiram que a cooperação e uma relação fluente com este "grande aliado europeu" se traduz em "benefícios mútuos", explicou o porta-voz da Aliança, James Appathurai.

Por isso, os líderes aprovaram a decisão ministerial de recuperar as reuniões do Conselho Otan-Rússia, suspensas em agosto pelo papel do país no conflito na Geórgia.

Nas próximas semanas haverá um conselho entre os embaixadores dos 28 países-membros da Otan e seu colega russo, preliminar à reunião que manterão os ministros, provavelmente em maio.

Além disso, os líderes aliados, que se reuniram pela primeira vez com o novo presidente americano, Barack Obama, iniciaram o debate sobre um novo conceito estratégico que adapte a organização ao século XXI.

No entanto, alertaram para não "menosprezar" a base de fundação da Otan: a defesa coletiva de cada um dos membros, refletida no artigo quinto do acordo de constituição da organização.

A revisão do conceito estratégico da Otan deverá refletir, na teoria, novas funções que a entidade já assumiu na prática, como a luta contra a pirataria ou o ciberterrorismo.

A Cúpula da Otan dedicará sua segunda e última sessão, neste sábado, a analisar as contribuições civis e militares dos aliados à nova estratégia do presidente americano no Afeganistão. EFE met/db

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