Líderes da América do Norte assinam compromisso de luta contra narcotráfico

Os líderes da América do Norte confirmaram o seu compromisso na luta contra o crime organizado, disse nesta segunda-feira o presidente do México, Felipe Calderón, em uma mensagem conjunta com o colega dos Estados Unidos, Barack Obama, e o primeiro-ministro do Canadá, Stephen Harper.

AFP |

Na ocasião, o presidente Obama também reafirmou o apoio dos Estados Unidos ao presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, após a cúpula norte-americana de Guadalajara, no México.

No encontro dos líderes da América do Norte, os três governantes concordaram em "combater o crime organizado, a fim de proporcionar maior segurança para as nossas comunidades", disse Calderón, em uma mensagem no final da reunião.

O presidente mexicano assinalou que a luta contra o crime organizado exige confrontar "o tráfico de armas e de dinheiro que flui de norte a sul e que alimenta e fortalece as organizações de crime organizado".

Obama disse, por sua vez, que o seu governo apóia a luta contra o narcotráfico realizada por Calderón, que já mobilizou mais de 36.000 militares, principalmente na fronteira com os Estados Unidos, o que motivou críticas de organizações de direitos humanos.

"Nesta luta contra os cartéis, estou confiante de que a administração do presidente Calderón aplica as técnicas necessárias, mas com respeito aos direitos humanos", afirmou.

Quanto as ações dos Estados Unidos, Obama disse que sua administração irá continuar "seus esforços para diminuir a demanda de drogas e ampliar a segurança nas fronteiras para impedir o fluxo de armas" a partir do norte para o sul.

A violência ligada ao tráfico de drogas no México deixou mais de 9.600 mortes violentas desde 2008, de acordo com dados oficiais e da imprensa.

Em relação ao golpe de Estado em Honduras, outro tema do encontro, Obama reafirmou a posição de apoio de seu país ao presidente deposto Manuel Zelaya.

"O presidente Zelaya segue sendo o presidente democraticamente eleito e, por consideração ao povo de Honduras, a ordem democrática e constitucional deve ser restabelecida", declarou Obama à imprensa, destacando que Estados Unidos, México e Canadá "estão unidos" nesta resolução comun.

"Consideramos que o presidente Zelaya foi retirado ilegalmente de seu cargo, foi vítima de um golpe de Estado e deve voltar" a Honduras para cumprir o fim de seu mandato, afirmou Obama, em entrevista coletiva conjunta com Calderón Harper.

Zelaya foi derrubado em 28 de junho por um golpe de Estado que levou ao poder o ex-presidente do Congresso, Roberto Micheletti.

Obama sempre expressou apoio a Zelaya, que considera "o presidente legítimo" de Honduras. No entanto, segundo o dirigente deposto e seus aliados da esquerda latino-americana, como o presidente venezuelano Hugo Chávez, o golpe de Estado foi instigado por "falcões" do antigo governo americano.

Para Obama, as afirmações segundo as quais os Estados Unidos não se empenharam o suficiente para ajudar Zelaya provêm "das mesmas pessoas que dizem que estamos sempre nos intrometendo e que os ianques devem sair da América Latina".

"O fato de estas pessoas pensarem que deveríamos de repente atuar da mesma forma que sempre criticaram mostra uma certa hipocrisia em seu modo de ver as relações entre Estados Unidos e América Latina", disparou o presidente americano.

O presidente Calderón, por sua vez, propôs a criação de "um grupo de países ammigos de Honduras que colabore com (o presidente da Costa Rica) Oscar Arias e a Organização dos Estados Americanos (OEA).

Arias empreendeu uma mediação entre os partidários de Zelaya e o governo de fato de Micheletti, que terminou em fracasso.

Calderon, Harper e Obama detido domingo e segunda-feira para a cimeira da Aliança para a Segurança e Prosperidade da América do Norte, que também abordou questões como o golpe em Honduras, gripe suína e da crise internacional.

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