Líderes da A.Latina dizem que saída para crise está no multilateralismo

Nações Unidas, 24 set (EFE).- A América Latina está confiante em que o multilateralismo e um compromisso urgente dos países ricos com o mundo em desenvolvimento vai permitir a todos superar a atual crise financeira e cumprir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) até 2015.

EFE |

"Devemos unir forças" para que a ONU lidere as metas de paz, segurança e desenvolvimento em todos os países do planeta, afirmou o presidente do México, Felipe Calderón, em seu discurso de hoje na 63ª Assembléia Geral da ONU.

Nesse fórum, também falaram nesta quarta-feira os chefes de Estado de México, Paraguai, Chile, República Dominicana, Cuba, Honduras, Colômbia, El Salvador, Guatemala e Costa Rica, entre outros países.

Para Calderón, que pediu firmeza à comunidade internacional para que a alta internacional dos alimentos não agrave a pobreza, as ameaças à segurança global partem de organizações criminosas, do terrorismo e do narcotráfico.

"Vivemos na era da co-responsabilidade. Os desafios do México e da América Latina são um bom exemplo de desafios comuns", afirmou, citando problemas como o tráfico de drogas e as armas.

Por sua vez, a presidente do Chile, Michelle Bachelet, focou seu discurso nas perigosas conseqüências das últimas turbulências financeiras para o desenvolvimento.

"A cobiça e a irresponsabilidade de uns poucos, em combinação com a negligência política de outros, mergulharam o mundo em uma situação de grande incerteza", disse a governante, segundo quem "os planos de ajuda aos bancos internacional bem poderiam ter solucionado o flagelo da fome no planeta".

Como solução para essa situação, Bachelet propôs "um compromisso urgente e genuíno com o multilateralismo" e cobrou a reforma das instituições internacionais, especialmente da ONU.

Já o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, fez uma entusiasmada defesa do fortalecimento das Nações Unidas, para que os grandes temas internacionais sejam debatidos e "não seqüestrados por outros órgãos, onde as decisões adotadas estão limitadas a um pequeno grupo de países".

"Os povos do mundo, afetados pela fome e a miséria, levantam sua voz para que a comunidade internacional dê solução a suas necessidades com a mesma presteza com que foi salvar da fogueira instituições bancárias à beira do colapso", afirmou, em seu discurso, o chefe de Estado da República Dominicana, Leonel Fernández.

Em nome do Movimento de Países Não Alinhados (Noal), o primeiro vice-presidente de Cuba, José Ramón Machado Ventura, exigiu que os países mais industrializados assumam sua responsabilidade na criação da "ordem internacional vigente", à qual se referiu como "injusta e insustentável".

Além disso, afirmou que um punhado de "países do norte industrializado" é o responsável pela crise alimentícia.

Por sua vez, o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, pediu mais apoio da comunidade internacional à sua política de segurança contra os "horrores" do narcotráfico e do terrorismo.

Segundo o chefe de Estado, a Colômbia de hoje gera mais esperança, confiança e respeito graças ao progresso obtido com a luta contra a violência.

"Os olhos de muitos, que viam com ceticismo nossa nação ou que falavam da Colômbia como um Estado fracassado, podem ver sinais claros de solidez institucional e audácia democrática", disse. EFE emm/sc

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