Líderes consideram opção militar se Gbagbo não renunciar ao poder

Chefes de Estado farão apelo por renúncia pacífica no dia 4; opositor Ouattara dá prazo até meia-noite para atual presidente

iG São Paulo |

Chefes de Estado africanos pedirão novamente ao presidente Laurent Gbagbo que renuncie ao poder na Costa do Marfim mas, caso não deixe a presidência do país, consideram uma opção militar para forçá-lo.

Segundo a rede de TV americana CNN, o coronel Yerima Mohammed, porta-voz da Defesa da Nigéria, contou que os chefes de Estado farão um apelo no dia 4 de janeiro para que Gbagbo ceda o poder de forma pacífica. Ele acrescentou também que se o apelo previsto para a próxima terça-feira falhar, o comitê de defesa dos Estados africanos ocidentais se reunirá em Mali nos dias 17 e 18 de janeiro para definir como se dará essa ‘opção militar’.

“Quando se está negociando politicamente, não se pode dizer que se trata da última tentativa, mas se os diálogos do dia 4 de janeiro falharem, os chefes de Estado talvez busquem uma opção militar”, explicou.

Nesta sexta-feira, Alassane Ouattara, reconhecido pela comunidade internacional como presidente eleito da Costa do Marfim, deu prazo a Laurent Gbagbo até a meia-noite desta sexta-feira para deixar o poder, prometendo que "não haverá contrariedades" se ele se retirar no prazo.

Sanções

Soma-se à pressão internação a aprovação pela União Europeia de sanções contra 59 pessoas próximas a Gbagbo. Os 59 da lista não poderão, a partir de agora, obter visto para entrar na UE.

Quase todos os membros do governo Gbagbo estão incluídos na lista, que também conta com membros do Conselho Constitucional, autoridades econômicas e de imprensa.

*Com AFP

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