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Líderes colonos humilhados pela política de Netanyahu em assentamentos

Jerusalém, 2 set (EFE).- Os líderes do movimento colono judeu se sentem humilhados pela política do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, de quem esperavam um apoio forte à construção dos assentamentos na Cisjordânia.

EFE |

A sensação de "humilhação" e "ridículo" dos líderes do Conselho de assentamentos da Judéia e Samaria consta na minuta de uma reunião que Netanyahu celebrou em agosto com quatro dirigentes colonos e que foi divulgado hoje, quarta-feira, pela imprensa local.

"Os dirigentes na Judéia e Samaria (nomes bíblicos da Cisjordânia) estão hoje em uma situação de humilhação e ridicularização. Nunca houve um período tão ruim", diz o texto que um dos participantes, Eyal Gabai, diretor do escritório de Netanyahu, divulgou entre os meios de comunicação israelenses.

Segundo o documento, os colonos esperavam de Netanyahu um impulso na construção dos assentamentos em território palestino ocupado, onde atualmente residem uns 240 mil colonos judeus.

"Antes das eleições (de fevereiro) se falava de construção nos blocos de assentamentos. Agora não vemos o final, tudo está congelado", se queixaram os colonos a Netanyahu.

Entre os quatro participantes colonos estavam o prefeito dos dois únicos assentamentos que Israel tem declarados como cidades, Ma'aleh Adumim e Ariel, ambos do partido do primeiro-ministro, o Likud.

Para os líderes colonos, o congelamento da construção tem, além de implicações políticas para as aspirações expansionistas de Israel, um severo impacto econômico, ao frear a venda de terras e os projetos.

"Há uma grande frustração entre as autoridades da (os assentamentos) Judéia e Samaria", se queixou o prefeito de Gush Etzión, Shaul Goldstein, também do Likud.

Desde que Netanyahu alcançou a chefia do Governo israelense, há seis meses, se intensificaram as pressões palestinas e americanas para que se pare a construção nos assentamentos, que a comunidade internacional considera o principal obstáculo ao processo de paz.

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, se nega a reativar o processo negociador - interrompido desde finais de 2008 por causa da convocação de eleições antecipadas que se realizaram em fevereiro - enquanto Israel não suspenda a expansão das colônias.

Estados Unidos, sob a direção do presidente Barack Obama, se somou a esta exigência, e trata de conseguir de Netanyahu uma declaração pública ao respeito em troca de algum tipo de gesto de normalização por parte de vários países árabes.

O primeiro-ministro israelense, que está à frente do Governo com o apoio da direita e parte do movimento colonizador, se vê impossibilitado de fazer essa declaração, devido a que poderia ver-se abandonado por estes partidos e ficar em minoria parlamentar.

O prefeito de Ariel, Ron Nachman, veterano do Likud, reconheceu na reunião que "o primeiro-ministro não pode enfrentar-se só a todo o mundo", e lhe estendeu o apoio dos líderes do movimento colonizador "se transmite uma mensagem clara" sobre a continuação da construção". EFE elb/fk

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