Líderes árabes comprometem-se a ajudar a palestinos de Gaza

Kuwait, 20 jan (EFE).- Os líderes árabes se comprometeram hoje a prestar todo tipo de ajuda ao povo palestino, mas não conseguiram chegar a um acordo relativo à criação de um fundo para reconstruir a Faixa de Gaza, diz o comunicado final da Cúpula Econômica Árabe, no Kuwait.

EFE |

O comunicado, lido pelo secretário-geral da Liga Árabe, Amre Moussa, menciona expressamente que "os líderes árabes se comprometem a fornecer todo tipo de ajuda ao povo palestino e à reconstrução de Gaza e se felicitam pelas contribuições anunciadas até o momento".

Este último aspecto parece se referir à doação anunciada ontem na sessão inaugural da cúpula pelo rei Abdullah da Arábia Saudita, quem prometeu US$ 1 bilhão em ajuda a Gaza.

No entanto, o comunicado lido por Amre Moussa não faz nenhuma referência expressa à criação de um fundo para canalizar ou distribuir as ajudas à faixa palestina, que ficou seriamente danificada após quatro semanas de intervenção militar israelense, na qual já se registraram a morte de 1.310 pessoas, além de outras 5 mil terem ficado feridas.

Igualmente, o documento faz uma chamada para deter a escalada bélica em Gaza e exige a saída imediata das tropas israelenses do território - do qual já estão se retirando independentemente disto.

A falta de consenso ficou marcada após a reunião a portas fechadas, hoje, dos ministros árabes de Relações Exteriores, segundo os comentários que fez à televisão kuwatiana o ministro iraquiano, Hoshiar Zebari.

"Fizemos uma reunião a portas fechadas para analisar a situação em Gaza, mas não conseguimos chegar a um acordo por falta de tempo e devido a certas posições opostas", disse, sem dar mais detalhes.

"Dadas as circunstâncias, parecia que todos fariam algumas concessões em nome da unidade e da reconciliação entre os árabes", disse o ministro, no que parecia uma alusão às profundas divisões existentes sobre a Palestina e as relações com Israel, com dois blocos claramente diferenciados, liderados, respectivamente, por Egito e Síria. EFE fpa/jp

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