Líderes africanos se reúnem para discutir golpe na Guiné

Líderes da União Africana estão reunidos nesta quarta-feira em uma reunião de emergência em Adis-Abeba, na Etiópia, para discutir o golpe militar na Guiné. O Exército da Guiné anunciou na terça-feira a dissolução do governo e a suspensão da Constituição do país, poucas horas depois da morte do presidente Lansana Conte.

BBC Brasil |

A União Africana já havia condenado a intervenção militar como uma "violação da Constituição" da Guiné.

Conselho
O porta-voz do grupo militar que liderou o golpe, o capitão Mussa Dadis Camara, disse que liderará um conselho nacional criado para administrar o país.

Há informações sobre divisões neste conselho, que inclui vários coronéis, um general, e seis civis. Alguns militares se opõem à nomeação de Camara como líder do conselho, alegando que membros mais antigos e experientes deveriam liderar a nova administração do país.

O primeiro-ministro, Ahmed Tidiane Souare, disse que o governo civil ainda é a autoridade legítima na Guiné. Ele e outros membros de seu governo estão sendo protegidos por tropas leais ao Parlamento.

O correspondente da BBC Alhassan Sillah na capital, Conacri, disse que soldados estão fazendo patrulha em postos de controle nas principais estradas de acesso ao centro da cidade, e que as ruas permanecem calmas.

Segundo ele, uma fonte militar teria afirmado que apenas uma minoria de soldados se opõe à intervenção militar e que os líderes do golpe estariam tentando conquistar o apoio desse grupo em reuniões na capital.

Luto
Lansana Conte, que morreu aos 74 anos, comandou o país na África Ocidental com mão de ferro desde 1984.

As circunstâncias da morte de Conte ainda não são conhecidas. Sabe-se que ele sofria de diabetes.

Após sua morte, o primeiro-ministro Souare fez, em rede nacional de TV, um apelo por calma à população e declarou 40 dias de luto nacional.

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