Líderes advertem que habitantes do Sucre rejeitam visita de Morales

La Paz, 20 mai (EFE).- Os líderes civis de Sucre advertiram hoje que a visita do presidente da Bolívia, Evo Morales, a essa cidade no próximo fim de semana é rejeitada pela população, indignada pela atitude do Governo frente a suas reivindicações.

EFE |

"O povo está indignado", afirmou à Agência Efe o opositor John Cava, titular do Comitê Cívico de Chuquisaca (departamento do qual Sucre é capital), acrescentando que os habitantes da cidade do sul do país não receberão Morales "como se deve receber a um presidente".

O líder deve visitar Sucre no próximo fim de semana para participar da comemoração do 199º aniversário do primeiro levantamento libertário da América contra a colônia espanhola, confirmou à Efe uma fonte do Governo.

Segundo Cava, há quase um ano a população do Sucre é vítima de "agressões permanentes" por parte do Governo Morales, a quem acusam, além disso, de não atender as reivindicações regionais.

O líder civil acrescentou que os moradores da região reivindicam a investigação séria da morte de três jovens nos protestos contra a Assembléia Constituinte ocorridas em novembro passado.

Também se queixam de que não houve "nenhuma mudança de conduta" no Governo desde agosto passado, quando a Constituinte, a pedido do oficialismo, decidiu não debater sobre a reivindicação de Sucre de voltar a ser a sede dos poderes do Estado, que está em La Paz desde 1899.

Além disso, Cava indicou que existe entre a população uma "grande rejeição" ao governador interino regional, Ariel Iriarte, designado pelo oficialismo após a renúncia do titular no final de 2007.

Em 6 de agosto do ano passado, durante a celebração do aniversário da criação da Bolívia, Morales foi vaiado por grupos de cidadãos quando saía da Casa da Liberdade de Sucre.

Recentemente, opositores da região atacaram os veículos dos ministros da Justiça, a indígena da tribo quíchua Celima Torrico, e da Defesa, Wálker San Miguel, que qualificou o fato como uma mostra de "xenofobia e intolerância". EFE mb/fb

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