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Lideranças mundiais declaram expectativas em relação à Era Obama

A posse de Barack Obama, 44º presidente dos Estados Unidos, nesta terça-feira, suscitou reações de esperança em todo mundo, assim como dúvidas em relação ao tamanho dos desafios que aguardam o novo governante.

AFP |

"Nunca vi um dia em que a comunidade internacional tenha esperado tanto da eleição de um presidente americano", disse Madeleine Albright, secretária de Estado durante o governo do democrata Bill Clinton, referindo-se à grande expectativa criada no mundo inteiro a respeito da eleição de Barack Obama.

Outras vozes, no entanto, advertiam sobre a necessidade de não criar esperanças "irreais", já que Obama, de 47 anos, herda um país envolvido em duas guerras - no Iraque e no Afeganistão - e mergulhado numa das mais graves crises econômicas de sua história.

Além disso, o novo presidente enfrentará outros grandes desafios, como o combate ao aquecimento global e o conflito no Oriente Médio.

Imediatamente após prestar seu juramento em Washington, Barack Obama recebeu as felicitações de outros políticos e líderes mundiais.

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, felicitou Obama pelo que chamou de "um novo capítulo da história americana e mundial", enquanto o presidente francês, Nicolas Sarkozy, declarou-se "disposto a trabalhar diretamente" com Obama para "juntos, fazer frente aos imensos desafios" que se apresentam hoje no mundo.

O chefe do governo italiano, Silvio Berlusconi, também convidou Obama a "enfrentar os atuais desafios juntos: a crise financeira e a situação no Oriente Médio e no Afeganistão".

O presidente da Comissão Européia, José Manuel Barroso, expressou seu desejo de que as relações entre Washington e a União Européia sejam aprofundadas "para enfrentar os grandes desafios de nossa época".

O rei Juan Carlos I da Espanha enviou um telegrama de felicitação, enquanto a presidente chilena, Michelle Bachelet, o saudou pelas "grandes esperanças" que despertou mundo afora.

Já a Argentina disse esperar que "a mudança de administração abra um novo sistema de relações com a América Latina", segundo Sergio Massa, chefe de Gabinete da presidente, Cristina Kirchner, que no momento faz uma viagem oficial por Cuba e Venezuela.

Os europeus já haviam expressado sua vontade de trabalhar com o novo governo americano, mesmo antes da posse de Obama.

Entre os mais entusiastas, o chefe do governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, que depois da posse de Obama julgou "muito positivo" o discurso do novo presidente, que mantém "vivas as esperanças para alcançar uma ordem internacional mais justa".

Apesar do total apoio ao novo governante, tanto França quanto Alemanha destacaram que a Europa deve continuar ocupando seu próprio lugar na cena diplomática.

"A França e a Europa continuarão exercendo seu papel, como acabam de fazer em Gaza", explicou o chefe da diplomacia francesa, Bernard Kouchner, referindo-se aos esforços europeus em prol de um cessar-fogo entre Israel e o grupo radical islâmico palestino Hamas.

Nesse contexto, o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, desejou "boa sorte" a Obama, declarando-se certo de que os Estados Unidos e Israel continuarão "aliados na promoção da paz e da estabilidade no Oriente Médio" sob seu mandato.

A China, por sua vez, se dividiu entre a esperança e um apelo, pedindo que Obama acabe com "os obstáculos" que entorpecem a cooperação militar entre Pequim e Washington.

O tom de ceticismo veio do Irã e do primeiro-ministro russo, Vladimir Putin.

O chefe da diplomacia de Teerã, Manuchehr Mottaki, disse que o regime dos aiatolás vai esperar para ver "as ações políticas" de Obama para julgar suas intenções em relação ao Irã.

Putin, por sua vez, declarou-se "profundamente convencido de que as maiores decepções nascem de grandes esperanças".

O presidente ucraniano, Viktor Yuchenko, por outro lado, destacou "o apoio dos Estados Unidos" aos esforços de seu país para entrar na Otan, fonte de tensões com Moscou, pedindo a Obama que siga neste caminho.

O ministro polonês das Relações Exteriores, Radoslaw Sikorski, resumiu a grande esperança com a qual o leste europeu olha para Obama, saudando-o com um "Good luck, Mr. President" (Boa sorte, Senhor Presidente).

Em um telegrama enviado nesta terça-feira pelo Vaticano, o papa Bento XVI pediu a Obama que estimule "a paz e a cooperação entre as nações".

bur-sd/ap

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