Líder uigur pede compromisso dos EUA com a etnia

Berlim, 12 jul (EFE).- A presidente do Congresso Mundial Uigur, Rebiya Kadeer, pediu que os Estados Unidos se comprometam na defesa da etnia muçulmana uigur, uma das envolvidas nos recentes conflitos que deixaram quase 200 mortos na China.

EFE |


"Os EUA já se pronunciaram com firmeza a favor do Tibete, agora deveria fazer os mesmo pelos uigures", afirma Kadeer, em entrevista adiantada hoje pela revista alemã "Focus".

Em 5 de julho, uma manifestação de uigures muçulmanos pedindo em Urumqi que se investigasse um linchamento de membros de sua etnia em Cantão (sul da China) que gerou ataques desse grupo contra chineses han.

Esses incidentes marcaram o começo de quatro dias de hostilidades entre uigures e han, nos quais morreram 184 pessoas, três quartos deles han, segundo as autoridades.

Pequim culpa pelo começo dos distúrbios organizações no exílio, principalmente o Congresso Mundial Uigur de Kadeer.

A empresária uigur, exilada nos EUA desde 2005, nega qualquer relação com os incidentes e sustenta que um "sinal claro" de Washington à China seria a abertura de um consulado americano na região de Xinjiang (noroeste da China), de maioria uigur.

"Eu não tenho absolutamente nada a ver com esses protestos. A única culpada é a política de repressão da China. As pessoas estão cansadas de ser oprimidas", sustenta Kadeer, indicada várias vezes ao Prêmio Nobel da Paz, com a oposição da China.

Segundo ela, o povo uigur quer "liberdade e autodeterminação" e está disposta a "dialogar" com o Governo chinês.

Leia mais sobre: China

    Leia tudo sobre: chinaeuauigur

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG