Líder uigur no exílio se mostra disposta a dialogar com Pequim

A líder uigur no exílio Rebiya Kadeer, acusada pelo governo chinês de ter estimulado os distúrbios de julho na província de Xinjiang, que deixaram quase 200 mortos, se mostrou aberta a dialogar com Pequim sobre o futuro de sua comunidade.

AFP |

"Estou disposta a dialogar com as autoridades chinesas sobre os meios para remediar os erros políticos dos últimos 60 anos e trabalhar para alcançar as reformas políticas", declarou Kadeer na comissão de direitos humanos do Parlamento Europeu em Bruxelas, onde foi convidada oficialmente pela primeira vez.

"É hora do governo chinês se sentar para dialogar comigo, com sua santidade o Dalai Lama e com todos os líderes das comunidades chinesas não hans (etnia majoritária na China), que foram caluniados, detidos ou difamados simplesmente porque discordavam da política oficial", completou a líder uigur.

Kadeer pediu à União Europeia que "pressione as autoridades chinesas a respeitar as leis de autonomia que figuran na Constituição" a respeito de Xinjiang, província do noroeste chinês que os uigures denominan Turquestão Oriental.

A dissidente também pediu a Bruxelas que exija de Pequim uma investigação independente sobre os distúrbios étnicos de 5 de julho que deixaram 197 mortos, segundo as autoridades, mas "muito mais", segundo Kadeer, que nega as acusações de Pequim de estar por trás dos incidentes.

ylf-app/fp

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