Líder supremo outorga poderes a Ahmadinejad para segundo mandato

Teerã, 3 ago (EFE).- O líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, fez hoje a entrega em Teerã dos poderes para o segundo mandato presidencial de Mahmoud Ahmadinejad, em um ato protocolar, mas o juramento como presidente acontecerá no Parlamento na próxima quarta-feira.

EFE |

Segundo a televisão oficial iraniana, o ato realizado na mesquita xiita Imame Khomeini teve a presença dos chefes dos três poderes, membros do Conselho de Guardiães, membros do Parlamento islâmico e outras autoridades civis e militares, assim como o corpo diplomático credenciado em Teerã.

No entanto, destacou-se a ausência do chefe da Assembleia de Especialistas, aiatolá Ali Akbar Hashemi Rafsanjani, e proeminentes personalidades reformistas, como o ex-presidente iraniano Mohamad Khatami.

Apesar dos protestos e distúrbios causados pelos resultados eleitorais - com pelo menos 20 mortos, segundo números oficiais, e 100, segundo outras fontes não oficiais, além de milhares de detidos -, Ahmadinejad foi declarado vencedor do pleito realizado em 12 de junho.

O artigo 110 da Constituição iraniana estabelece que o presidente eleito tem que receber a aprovação do líder supremo iraniano, ato que aconteceu perante as mais importantes autoridades do Irã.

A ordem assinada pelo chefe supremo para avalizar a nova Presidência de Ahmadinejad foi lida pelo chefe de seu escritório, Mohamdi Golpajegani.

Entre os presentes, sobressaíam o chefe do Poder Judiciário, Mahmoud Hashemi Shahroudi, o presidente do Parlamento islâmico, Ali Larijani, e o chefe do Conselho de Guardiães, aiatolá Ahmad Jannati.

No texto de ratificação do novo mandato presidencial de Ahmadinejad, o líder supremo qualificou de "esperançosa" a participação de mais de 40 milhões de eleitores nas polêmicas eleições de 12 de junho.

A máxima autoridade na hierarquia do poder da República Islâmica do Irã disse também que a participação de 85% das pessoas convocadas foi um voto à República Islâmica e a sua luta contra a pobreza, a corrupção e a discriminação, assim como ao combate sem descanso à arrogância.

"O voto sem precedentes do povo ao presidente eleito e a suas conquistas durante os passados quatro anos", diz o texto, é um sinal verde à luta contra a arrogância mundial, assim como à luta contra vida aristocrática.

Assim, Ahmadinejad, sob cujo Governo aumentou o desemprego, a inflação e a marginalização internacional do Irã, foi ratificado na Presidência para outro mandato de quatro anos.

Em 13 de junho, o Ministério do Interior iraquiano apresentou o atual presidente como vencedor do pleito, frente a outros três candidatos que qualificaram de "fraudulentas" as eleições e apresentaram denúncias contra a apuração.

Os partidários dos dois candidatos reformistas foram às ruas nas principais cidades iranianas, especialmente em Teerã, para protestar contra o resultado das eleições.

As manifestações foram reprimidas com violência pelos milicianos Basij e pela Guarda Revolucionária, com um resultado de 20 mortos e milhares de detidos, segundo os dados oficiais. EFE msh/an

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