Líder sul-africano propõe equipe para mediar crise no Zimbábue

Por Cris Chinaka HARARE (Reuters) - O presidente da África do Sul, Thabo Mbeki, propôs a formação de uma equipe de representantes regionais e das Nações Unidas para mediar a crise no Zimbábue.

Reuters |

O principal partido de oposição do Zimbábue, o Movimento pela Mudança Democrática (MDC na sigla em inglês), não reconheceu a vitória do presidente Robert Mugabe no segundo turno das eleições, feitas em 27 de junho -- Mugabe era o único candidato.

O líder do MDC, Morgan Tsvangirai, deixou a disputa devido a atos violentos por parte das milícias do partido governista contra seguidores de seu partido. Segundo Tsvangirai, o processo eleitoral foi uma fraude.

A crise pôs fim às esperanças de frear o colapso econômico que forçou o Banco Central a imprimir uma nota de 100 bilhões de dólares zimbabuanos --o preço de um pão--, na tentativa desesperada de conter a megainflação.

Mbeki mediou as conversas preliminares entre os funcionários do partido de Mugabe, o ZANU-PF, e o MDC para resolver o conflito, mas críticos dizem que não houve nenhum progresso porque Mugabe foi favorecido por uma diplomacia muito branda.

Um comunicado visto pela Reuters no sábado aponta que Mbeki propôs a formação de uma equipe com representantes da União Africana, da Comunidade do Desenvolvimento do Sul da África e da ONU. Com a mediação da equipe, o diálogo poderia avançar.

'O presidente da Comissão (da União Africana) apoiou a proposta do presidente Mbeki de formar um grupo de referência', disse o breve comunicado da UA, que pediu a Mugabe a Tsvangirai que 'honrem seu compromisso de começar um diálogo e promover a paz'.

Em uma carta pública a seus partidários, Tsvangirai disse que a formação de uma nova equipe era um passo positivo.

Anteriormente, o líder do MDC exigiu a incorporação de um enviado da UA ao trabalho de mediação, antes que as conversas começassem.

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