Líder reformista volta a denunciar torturas contra manifestantes

Um dos líderes da oposição iraniana, Mehdi Karubi, voltou a denunciar torturas contra os manifestantes detidos nos protestos pós-eleitorais e disse que alguns morreram após agressões.

AFP |

"Alguns jovens que gritavam frases morreram em consequência das agressões que receberam", afirmou Karubi, ex-presidente do Parlamento e candidato derrotado nas eleições de junho, em entrevista a seu próprio jornal, Etemad Melli.

Karubi denunciou ainda que pessoas detidas por participação nos protestos que denunciavam fraudes na reeleição do presidente Mahmud Ahmadinejad foram torturadas na penitenciária de Kahrizak, ao sul de Teerã, antes do aiatolá Ali Khamenei, guia supremo do país, ordenar o fechamento do local.

"Infelizmente, algumas pessoas que participaram na contestação foram torturadas", declarou.

"Soube que pessoas em Kahrizak foram obrigadas a se arrastar nuas como animais com guardas montados em suas costas", disse.

Karubi já havia denunciado estupros em detentos, acusações que foram negadas pelos setores conservadores do regime.

Segundo a oposição, 69 pessoas morreram nos protestos. Pelo menos 4.000 foram detidas e 300 permanecem atrás das grades.

Sites ligados à oposição informam ainda que um grupo de ex-parlamentares pediu à Aseambleia de Especialistas, que supervisiona as atividades do guia supremo, examie se o aiatolá Khamenei está em condições de seguir ocupando o cargo de número um da República Islâmica.

O pedido é o primeiro que questiona diretamente Khamenei, que respaldou a reeleição de Ahmadinejad.

Neste sábado, o aiatolá Khamenei designou Sadegh Ardeshir Larijani como novo chefe do poder judiciário, em substituição ao aiatolá Mahmud Hachemi Shahrudi, por um mandato de cinco anos.

bur-jds/fp

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