Líder rebelde checheno reivindica atentado no metrô de Moscou

O líder do movimento rebelde checheno, Doku Umarov, reivindicou a responsabilidade pelo duplo atentado suicida em estações de metrô de Moscou que deixou 39 mortos nesta segunda-feira, informou nesta quarta-feira o Centro Americano de Vigilância de Páginas Islâmicas (SITE) na Internet.

iG São Paulo |


Reuters
Site checheno mostra imagem de Umarov
Site checheno mostra imagem de Umarov
Em uma mensagem postada em site checheno, Umarov disse que ele ordenou os ataques pessoalmente, em retaliação à matança de "pobres chechenos" pelas forças de segurança russas.

Ele ainda avisou a Rússia para se preparar para novos atentados. "A guerra chegará às ruas e vocês vão senti-la na própria pele", afirmou, no vídeo.

Os ataques em Moscou foram realizados nas estações de metrô de Lubyanka e Park Kultury. Segundo as autoridades, os ataques teriam sido cometidos por duas mulheres-bomba.

Na terça-feira, o primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, afirmou que capturar os responsáveis pelos atentados é uma "questão de honra para as agências de segurança".

AP
Ferido é visto do lado de fora de uma das estações que foram alvo de ataques suicidas em Moscou

Ferido é visto do lado de fora de uma das estações (foto: 29/03)

"Tenho certeza que conseguiremos - e os arrastaremos do fundo dos esgotos e os traremos para a luz do dia (...) Ao mesmo tempo, tendo em mente os recentes atos terroristas não apenas na Rússia, mas também em outros países, devemos melhorar o sistema de segurança e também o sistema de prevenção", afirmou.

Putin, que conseguiu destaque na política russa devido ao rigor contra os rebeldes da Chechênia na época em que era presidente (2000-2008), disse que tem certeza que os responsáveis pelos ataques poderão ser capturados.

"Um dos vagões do trem estava equipado com câmeras de vigilância. Como sabemos, estes sistemas não podem evitar ataques terroristas, mas eles não são inúteis - eles ajudam as agências de segurança a encontrar os organizadores do crime e os que os apoiaram", afirmou.

Novo ataque

Nesta quarta-feira, outros dois atentados suicidas deixaram pelo menos nove policiais e três civis mortos e 27 pessoas feridas na República Autônoma do Daguestão, no norte do Cáucaso.

Segundo informações, a primeira explosão aconteceu às 8h42 locais (1h42 de Brasília), quando agentes da polícia pararam um carro para revistá-lo. Quando os policias se aproximaram, o motorista do veículo acionou uma bomba, que matou dois agentes e uma mulher que passava perto.

Passados 15 minutos, quando bombeiros, uma brigada operacional e soldados do Ministério de Situações de Emergência já tinham chegado ao local da explosão, outro terrorista suicida, disfarçado de policial, detonou um segundo explosivo, matando sete agentes.

Antes de o grupo rebelde assumir a autoria dos ataques de segunda-feira, o primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, sugeriu que o mesmo grupo poderia ser autor dos dois ataques separados desta semana em Moscou e no Daguestão.

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