Líder paquistanês do Taliban nega disputa fatal

Por Alamgir Bitani PESHAWAR, Paquistão (Reuters) - Um comandante paquistanês do Talibã que o governo afirma estar envolvido em um tiroteio fatal com um comandante rival negou neste domingo qualquer tipo de briga e disse que ele e o outro comandante permanecem vivos.

Reuters |

Os comentários de Wali-ur-Rehman aumentam a série de acusações e contra-acusações por parte do governo e do Taliban em torno da suposta morte do líder Taliban Baitullah Mehsud num ataque americano com mísseis na quarta-feira.

O ministro do interior paquistanês Rehman Malik havia dito no sábado que o líder Wali-ur-Rehman havia se envolvido em um tiroteio com o rival Hakimullah Mehsud e que havia informações de que ele havia morrido.

Wali-ur-Rehman, falando por telefone a partir de um lugar não-revelado a um repórter da Reuters com quem ele já havia falado várias vezes no passado, negou que qualquer reunião do conselho, ou chura, houvesse acontecido para decidir quem seria o sucessor de Baitullah Mehsud.

"Não há rivalidades. Não houve briga. Estamos ambos vivos e não houve nenhuma reunião especial da chura", disse.

Hakimullah Mehsud havia negado anteriormente que Baitullah Mehsud havia sido morto por um ataque aéreo americano.

Comandantes do Taliban dizem que o governo está fabricando as informações sobre os desentendimentos dentro do grupo para promover a divisão e enfraquecer o movimento.

Hakimullah Mehsud em breve ligaria para jornalistas ele próprio para provar que está vivo, disse Rehman.

"Ele vai, sem dúvida, ligar para vocês para contar-lhes tudo", disse ele.

Tropas ocidentais junto com tropas afegãs estão em busca de indícios de que algum novo líder paquistanês do Talibã mudaria o foco das batalhas no Paquistão para apoiar a insurgência afegã comandada pelo líder Mulá Mohammad Omar.

Hakimullah, que controla grupos nas regiões tribais de Orakzai, Kuram e Khyber, é visto como um dos principais candidatos a repor Baitullah Mehsud, por quem havia os Estados Unidos havia oferecido uma recompensa de 5 milhões de dólares.

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