Líder palestino pede apoio americano além de 'slogans'

Depois de oposição ao pedido de reunião com Conselho da Segurança, Mahmoud Abbas criticou falta de ação para Estado palestino

iG São Paulo |

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, afirmou nesta quinta-feira que o apoio americano para a criação de um Estado palestino precisa ir além de "slogans".

Abbas disse que as visões dos Estados Unidos e da Europa começaram a mudar a favor dos palestinos, mas mostrou frustração pela recente oposição dos EUA à ideia de levar o pedido de um Estado palestino para o Conselho de Segurança da ONU.

"Verdadeiramente, ainda está na fase de slogans como 'Nós apoiamos uma solução entre os dois Estados' e 'o estabelecimento de um Estado palestino faz parte do vital interesse de segurança dos Estados Unidos'", criticou Abbas, em discurso para relembrar o sexto aniversário da morte de Yasser Arafat.

Patrocinadas pelos EUA, as negociações de paz com o objetivo de encerrar o conflito entre Israel e palestinos, por meio da criação de um Estado palestino, estão paralisadas desde setembro, em meio a uma disputa sobre a construção de assentamentos judaicos nas terras ocupadas por Israel.

Um dia depois de Israel confirmar autorizações para a construção de 1.300 novas casas em Jerusalém Oriental, na terça-feira, Abbas pediu reunião com o Conselho de Segurança da ONU para assegurar o reconhecimento internacional de um Estado palestino. A ideia, no entanto, foi rejeitada.

Netanyahu

Também nesta quinta-feira, depois de se reunir com a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que está comprometido com diálogos de paz com os palestinos.

"Conversaremos sobre como retomar e continuar esse processo para chegar a um acordo histórico de paz e segurança entre nós e os palestinos", afirmou Netanyahu no início da reunião com Clinton em Nova York. "Nós também esperamos ampliar isso a muitos outros países árabes...estamos muito sérios com relação a isso e queremos dar prosseguimento".

Hillary, que na quarta-feira afirmou que a decisão israelense era contraproducente, disse que ainda acreditava na seriedade de Netanyahu e de Abbas com relação às conversações.

Segundo autoridades israelenses, Netanyahu pretende debater com Hillary sobre a necessidade de estabelecer amplos entendimentos entre EUA e Israel sobre as questões israelenses na área de segurança em um eventual acordo de paz.

"As chances de se chegar a um acordo de paz aumentarão de forma significativa quando fecharmos amplos ajustes de segurança entre Israel e os Estados Unidos", afirmou Netanyahu.

Israel quer uma presença militar de longo prazo no Vale do Jordão, ao longo da fronteira oriental de um futuro Estado palestino, assim como ajuda financeira para os arranjos de segurança que serão necessários, caso um acordo de paz seja selado.

*Com Reuters

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