Líder opositor quer solução amigável à crise política no Zimbábue

Dacar, 31 jul (EFE) - O líder da oposição do Zimbábue, Morgan Tsvangirai, se mostrou partidário hoje a dar uma solução amigável à crise política pela qual o país passa.

EFE |

Tsvangirai concedeu uma entrevista coletiva em Dacar, onde se reuniu com o presidente Abdoulaye Wade.

Ele não quis revelar quais são os obstáculos às negociações que, com a mediação do presidente sul-africano, Thabo Mbeki, ocorrem entre o Movimento para a Mudança Democrática (MDC), o qual lidera, e o partido governante, a União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Patriótica (Zanu-PF).

"O diálogo começou e colocamos todas as questões sobre a mesa", disse Tsvangirai, ao ressaltar que as discussões foram suspensas para permitir aos protagonistas entrar em contato com suas bases.

Apesar de tudo, Tsvangirai destacou que os obstáculos não têm nada a ver com ofertas de cargos no Governo.

"Não estamos negociando postos de primeiro-ministro ou de vice-presidente, mas o que é melhor para o desenvolvimento democrático do Zimbábue", afirmou.

O país enfrenta problemas urgentes, como a escassez de alimentos básicos, destacou o político, que voltou a justificar a decisão do partido de boicotar o segundo turno das eleições do Zimbábue.

"Era uma guerra declarada ao povo e não estávamos preparados para isso, pelo qual decidimos nos retirar", afirmou Tsvangirai, que também expressou a convicção de que a decisão foi aprovada pela maioria dos partidários e que causou mais problemas a Mugabe do que a ele.

"Hoje em dia, a única saída que se oferece é chegar a uma saída negociada no Zimbábue", afirmou o líder da oposição, que se mostrou favorável a uma transição que cure os traumas e os ferimentos sofridos pelo povo durante os últimos meses.

Questionado sobre as reformas agrárias, afirmou que o MDC as respalda, mas com diferentes métodos que os de Mugabe para usá-las.

"Há uma convergência nacional sobre o tema das reformas agrárias.

Somos dos que pensam que as reformas agrárias são uma necessidade, pois se tratam de bens econômicos", disse Tsvangirai.

O político opositor defende reformas que permitam ao Zimbábue retomar seu papel de celeiro do sul da África e não as que desemboquem na crise de fome. EFE st/db

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