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Líder opositor malaio apresenta álibi contra acusação de sodomia

Kuala Lumpur, 18 jul (EFE).- O principal opositor da Malásia, Anwar Ibrahim, apresentou um álibi respaldado por testemunhas que contradiz a denúncia de sodomia apresentada por um de seus ex-ajudantes no mês passado, assegurou hoje seu advogado Sivarasa Rasiah em entrevista coletiva.

EFE |

Sivarasa indicou que Anwar, detido na quarta-feira e posto em liberdade no dia seguinte após pagar uma fiança, deu "todos os detalhes do álibi", inclusive "dados das testemunhas".

O advogado, que disse não poder revelar os detalhes do caso, afirmou que Anwar, de 61 anos, lutará com todos os meios legais que estiverem ao seu alcance.

Anwar afirmou nesta quinta-feira, após conseguir a liberdade, que foi tratado como um criminoso perigoso, despido e examinado, além de submetido a um interrogatório de cinco horas.

O líder opositor, que exercia o cargo de vice-primeiro-ministro e titular de Finanças em 1998 quando uma denúncia também de sodomia interrompeu sua carreira política, assinalou que não quis ser fotografado e se recusou a ter amostras de DNA colhidas, pois desconfia que possam manipulá-la.

Sivarasa explicou hoje que seu cliente aceitaria os exames de DNA somente se a equipe médica fosse internacional.

Além disso, exigiu que o acusador fosse submetido ao mesmo procedimento e que tudo fosse feito sem a intervenção da Polícia.

Anwar assegurou que, como há dez anos, as acusações de sodomia foram feitas por membros do Governo para impedir que ele seja primeiro-ministro.

O líder estudantil Mohd Saiful Bukhari Azlan, de 23 anos, membro da equipe de Anwar durante as eleições gerais do dia 8 de março, denunciou no último dia 28 que seu chefe o havia sodomizado dois dias antes. Este crime pode representar 20 anos de prisão na Malásia.

Em 1999, Anwar foi condenado a nove anos de prisão pela acusação de sodomia, mas uma magistratura superior revogou a condenação em 2004 e ele foi inocentado.

No entanto, cumpriu seis anos de prisão, entre 1998 e 2004, por crime de abuso de poder, que cometera quando era vice-primeiro-ministro e titular de Finanças para deter a investigação de sua suposta sodomia. EFE snr/fh/mh

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