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Kuala Lumpur, 7 ago (EFE).- O líder opositor e ex-vice-primeiro-ministro da Malásia Anwar Ibrahim foi posto hoje em liberdade após pagamento de fiança em meio à acusação formal de sodomia feita hoje.

Anwar compareceu ao Tribunal de Kuala Lumpur acompanhado por dezenas de seguidores. Mais de 100 policiais da brigada antidistúrbios cuidavam da segurança do líder opositor.

O advogado de Anwar, Sivarasa Rasiah, declarou que seu cliente foi acusado de manter uma "relação sexual contra natura", delito para o qual a legislação da Malásia estabelece uma pena máxima de 20 anos de prisão.

Mohd Saiful Bukhari Azlan, de 23 anos e membro da equipe de Anwar nas eleições gerais realizadas em 8 de março último, denunciou em 28 de junho que seu então chefe lhe havia sodomizado dois dias antes.

Antes de comparecer ao tribunal, Anwar alegou inocência, e indicou que até o momento nem ele nem seus advogados tinham recebido uma cópia do relatório policial que contém o testemunho da pessoa que apresentou a denúncia contra o líder opositor.

"Estou sendo acusado de um delito que não cometi", declarou Anwar a jornalistas.

Anwar assegurou que a acusação de sodomia faz parte de uma conspiração impulsionada por membros do Executivo do primeiro-ministro Abdullah Badawi, para bloquear seu caminho rumo à chefia de Governo.

"Isso ocorre com o apoio ativo e o envolvimento criminoso da Polícia e de personalidades das altas esferas políticas", denunciou Anwar a caminho da sala de sessões do Tribunal de Kuala Lumpur.

Anwar, que não participou das eleições de março por estar inabilitado até abril, anunciou este mês que concorrerá à cadeira no Parlamento nacional deixada por sua esposa, Azizah Ismail. EFE snr/fr

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