Líder opositor iraniano denuncia que confissões foram obtidas sob tortura

Teerã 2 ago (EFE).- O líder da oposição iraniana, Mir Hussein Moussavi, denunciou hoje que as confissões feitas pelos reformistas iranianos processados foram através de torturas medievais.

EFE |

Em artigo publicado em seu site, Moussavi diz que o julgamento realizado contra cerca de 100 detidos pelos protestos ocorridos em muitas cidades do Irã após as eleições presidenciais de 12 de junho é uma fraude.

"Como se pode esperar que um julgamento fraudulento esclareça as fraudes cometidas nas passadas eleições?", pergunta Moussavi, que tinha pedido a anulação do resultado das eleições que deram como vencedor, por maioria absoluta, o presidente Mahmoud Ahmadinejad.

Moussavi diz que, contemplando bem as declarações feitas ontem por alguns dos detidos, aos quais qualificou como os filhos da revolução islâmica de 1979, "só ouvi prantos de dor que confirmam a horrível situação em que se encontram durante seu cativeiro".

"Dizem que os filhos da revolução confessaram ter colaborado com os estrangeiros para derrubar a Revolução Islâmica do Irã, mas teriam confessado qualquer coisa".

Em seu artigo, Moussavi pergunta "como vão convencer o povo com acusações apoiadas em relatórios que ninguém conhece e confissões que cheiram a torturas medievais?". EFE msh/an

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