Líder opositor é preso pelas forças de segurança do Sri Lanka

O ex-chefe do Exército do Sri Lanka Sarath Fonseka, candidato da oposição nas eleições presidenciais de janeiro, foi preso nesta segunda-feira pelas forças de segurança do país, informou uma fonte do Ministério da Defesa.

EFE |

AP
O ex-militar Sarath Fonseka
O ex-militar Sarath Fonseka

Segundo o diário cingalês "Daily Mirror", o principal porta-voz de Defesa, Lakshman Hulugalla, assegurou às emissoras públicas de rádio e televisão que Fonseka será julgado por uma corte militar pelos delitos "militares" que supostamente cometeu.

Após o resultado das eleições de 26 de janeiro, quando o presidente Mahinda Rajapaksa garantiu um novo mandato, Hulugalla havia acusado Fonseka de organizar um plano para assassinar Rajapaksa e sua família.

No dia 27, o Exército cercou o hotel onde estava Fonseka, mas ele não foi detido. Porta-vozes militares argumentaram que havia "desertores" - nove dos quais foram presos pelas forças de segurança - dentro do hotel, e eles tinham que se entregar.

Depois que foram feitas 37 detenções, a maioria de oficiais do Exército, no último dia 4 o porta-voz da Defesa reafirmou a existência de planos para assassinar Rajapaksa.

Além disso, foi anunciada a entrega de cerca de 1.500 supostos desertores. No dia 5, o estado de exceção vigente no país foi prorrogado em um mês.

Apesar das detenções e das insistentes acusações contra Fonseka desde a divulgação dos resultados eleitorais, o ex-general não abandonou o país e hoje foi detido.

As tropas dirigidas por Fonseka encerraram a guerra civil em 2009 ao derrotar a guerrilha tâmil. Logo depois, o ex-militar entrou para a política e tentou tirar da presidência seu antigo aliado, Rajapaksa.

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