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Líder opositor do Zimbábue mostra contradição sobre intervenção militar

Londres/Berlim, 25 jun (EFE).- O líder do opositor Movimento para a Mudança Democrática (MDC), Morgan Tsvangirai, defendeu posturas contraditórias sobre uma possível intervenção militar no Zimbábue, em artigo e em entrevista publicadas hoje em um jornal britânico e em um alemão, respectivamente.

EFE |

Em artigo no jornal "The Guardian", Tsvangirai pediu que a retórica dos líderes mundiais diante da grave situação em seu país seja apoiada pela força militar.

Tsvangirai ressalta que a ONU deve isolar o presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, e para isso a população zimbabuana precisa da proteção de uma força de paz contra o atual sofrimento.

Já em entrevista publicada pelo "Frankfurter Rundschau", Tsvangirai - que está refugiado desde segunda-feira na Embaixada da Holanda em Harare - é contra uma intervenção militar para acabar com o regime de Mugabe e, após desistir de participar do segundo turno das eleições presidenciais, pensa em um período de transição.

"Não queremos um conflito armado, mas a população do Zimbábue precisa que as palavras de indignação dos líderes do mundo estejam apoiadas pela retidão moral da força militar. Uma força assim teria o trabalho de manutenção da paz, não para causar problemas", disse o líder do MDC ao "Guardian".

"Eles separariam as pessoas de seus opressores e atuariam como um escudo de proteção em torno ao processo democrático", afirma.

Na entrevista ao jornal alemão, diz: "Não exigimos uma intervenção militar. As intervenções deveriam se limitar ao campo da diplomacia. Achamos que esta região e a África são suficientemente competentes para enfrentar esta crise, reunir todos os partidos e finalmente encontrar uma solução". EFE vg/an

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