Líder opositor diz que Itália estará em recessão por 3 anos

Roma, 14 fev (EFE).- O líder do Partido Democrata (PD) italiano, Walter Veltroni, apresentou hoje um plano de emergência para fazer frente à crise e disse que o país estará em recessão durante três anos, informou a imprensa local.

EFE |

Veltroni, líder da principal formação na oposição, disse que "é o momento de grandes reformas", ao apresentar o documento aos interlocutores sociais em Roma, onde hoje se reúnem os ministros de Finanças do Grupo dos Sete (G7, os países mais desenvolvidos).

O político disse que as previsões evidenciam que a Itália "está e estará em recessão durante os próximos três anos", porque "estamos imersos na crise mais dramática dos últimos 40 anos, em uma situação de verdadeira emergência nacional".

Veltroni acusou o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, de ter subvalorizado "gravemente" a difícil situação econômica na Itália.

O plano dos democratas prevê a reforma das medidas de seguridade social a partir da criação de um único subsídio ao desemprego que pode beneficiar qualquer trabalhador que perder seu posto de trabalho.

O Partido Democrata pede "ajuda à renda dos mais precários e o aumento da cobertura do seguro-desemprego" e, na esteira do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, "a suspensão do pagamento das cotas do empréstimo para a compra da casa própria para os trabalhadores que perderam seus postos de trabalho".

Veltroni apostou também em uma redução de impostos "para as famílias com renda média-baixa e a promoção do emprego das mulheres, com incentivos e ajudas às empresas".

O líder do PD referiu-se à "economia verde" para "criar 1 milhão de postos de trabalho em cinco anos" e pede o "aumento do investimento público em infraestrutura." O plano do PD estabelece também ajudas fiscais para o emprego por conta própria e a defesa e promoção dos produtos "made in Italy".

O líder opositor sugeriu que "todas as forças de trabalho e produtivas se unam para pedir um plano para a Itália capaz de combater a crise econômica". EFE cps/an

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